Tratamento inédito para nanismo é realizado na rede pública de Rondônia

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Tratamento inédito para nanismo é realizado na rede pública de Rondônia

Procedimento de alongamento ósseo utiliza fixadores externos que permitem crescimento gradual controlado - Foto: Reprodução/Arquivo (Alô Rondônia)

Primeira cirurgia de alongamento ósseo da Região Norte alcança resultado positivo após seis meses de acompanhamento

Porto Velho, Rondônia – O Estado de Rondônia concluiu, após seis meses de acompanhamento, o primeiro procedimento de alongamento ósseo para tratamento de acondroplasia, realizado integralmente na rede pública de saúde da Região Norte. A cirurgia, considerada de alta complexidade, foi feita pelo Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e marca um avanço inédito para a ortopedia no estado.

CIRURGIA FOI REALIZADA EM 2025 E APRESENTA ESTABILIDADE NO PÓS-OPERATÓRIO

A intervenção ocorreu em 23 de julho de 2025, no Hospital de Base, e vem sendo acompanhada pela equipe da Policlínica Oswaldo Cruz. Segundo relatório médico, a paciente apresentou correção de alinhamento das pernas e ganho de 10 centímetros de estatura, com impacto direto na mobilidade e autonomia.

A paciente é Emilly Joaquina da Costa, 17 anos, moradora de Alto Alegre dos Parecis, diagnosticada com acondroplasia. O tratamento utilizou fixador externo, equipamento que permite o alongamento ósseo de forma progressiva e monitorada.

A mãe da adolescente, Rosimeira Morais da Costa, relatou que a família não esperava encontrar esse tipo de atendimento especializado dentro do próprio estado.

PROCEDIMENTO É INÉDITO NA REGIÃO NORTE

O médico responsável, Nelson Cesar Marquezini, especialista em alongamento e reconstrução óssea, explicou que foram feitas correções no fêmur e na tíbia, totalizando os 10 centímetros de extensão.

Segundo ele, outros pacientes já estão em fase de triagem para tratamentos semelhantes, ampliando o alcance da técnica na rede pública.

ETAPAS DO TRATAMENTO

O acompanhamento multiprofissional segue protocolo clínico que inclui:
  • avaliação pré-operatória;
  • cirurgia com implantação do fixador externo;
  • retorno no dia seguinte para avaliação inicial;
  • consultas quinzenais ou mensais, conforme evolução;
  • retirada dos aparelhos ao final do processo;
  • seguimento ambulatorial contínuo na Policlínica Oswaldo Cruz.
CONTEXTO DO SISTEMA PÚBLICO

A execução do procedimento no SUS reduz a necessidade de deslocamento para centros de referência de outros estados, realidade comum para pacientes com nanismo e deformidades ósseas na Região Norte.

Essa é uma área em que Rondônia historicamente depende de tratamentos externos, devido à escassez de protocolos avançados de ortopedia reconstrutiva na rede pública regional.
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