Prefeitura monitora cenário da Mpox e reforça vigilância em Porto Velho

Profissionais de saúde reforçam monitoramento e orientações nas unidades básicas – Foto: Secom (Alô Rondônia)

Rede municipal mantém ações contínuas de identificação, notificação e atendimento

Porto Velho, Rondônia - A Prefeitura de Porto Velho mantém acompanhamento permanente da circulação da Mpox no município e reforçou os protocolos de vigilância em toda a rede municipal de saúde. A doença, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, permanece sob monitoramento técnico da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).

Até agora foram registradas seis notificações, sendo duas descartadas e quatro confirmadas. Entre os casos positivos, dois ocorreram no fim de dezembro de 2025, evoluíram satisfatoriamente e já receberam alta médica. Os outros dois casos, identificados em fevereiro de 2026, seguem internados em estado geral estável e permanecem em isolamento conforme recomendações assistenciais.

REDE EM ALERTA E AÇÕES DE VIGILÂNCIA

Desde janeiro, as Unidades Básicas de Saúde estão orientadas a intensificar a vigilância e o fluxo de notificação de casos suspeitos. A Semusa distribuiu novas diretrizes sobre notificação obrigatória, manejo clínico e isolamento.

Os casos devem ser comunicados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (e-SUS/Sinan) em até 24 horas, permitindo resposta rápida da vigilância epidemiológica. Pacientes permanecem isolados até completa cicatrização das lesões, garantindo redução do risco de transmissão.


Diretrizes estabelecem a comunicação dos casos em até 24 horas Legenda da imagem – Foto: Secom (Alô Rondônia)

O QUE É A MPOX

A doença é uma zoonose causada pelo vírus Mpox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. A infecção costuma começar com sintomas semelhantes aos da gripe, como febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço. Após o período inicial, surgem as lesões de pele, que evoluem por cinco estágios: mácula, pápula, vesícula, pústula e crosta.

As lesões podem acometer diversas áreas do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca, olhos e região genital.

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama.

SINAIS E SINTOMAS

– Erupções cutâneas ou lesões de pele
– Linfonodos inchados (ínguas)
– Febre
– Dor de cabeça
– Dores no corpo
Calafrios
Fraqueza

Jaime Gazola reforça que o município mantém acompanhamento permanente da situação - Foto: Secom (Alô Rondônia)

ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO

A Semusa orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação profissional.

A população deve evitar contato com lesões, não compartilhar objetos pessoais e buscar atendimento ao surgimento de sinais suspeitos. A recomendação é evitar contato próximo com outras pessoas até avaliação médica.

O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, afirma que a rede está preparada.
“Porto Velho vem monitorando a Mpox desde janeiro e mantém vigilância ativa para atendimento e controle dos casos. Orientamos que pessoas com sintomas procurem avaliação nas unidades de saúde”, reforçou.

A Semusa disponibiliza em seus canais oficiais a lista completa das unidades de atendimento.
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