Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

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Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional

Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília — operação reforça captação externa do país - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (Alô Rondônia)

Operação registra recorde para papéis de dez anos e amplia confiança do mercado externo

Porto Velho, Rondônia – O Brasil iniciou 2026 com forte movimentação no mercado financeiro internacional. O Tesouro Nacional confirmou a captação de US$ 4,5 bilhões em títulos soberanos emitidos nos Estados Unidos, marcando a primeira operação do ano e registrando volume recorde para papéis com vencimento em dez anos.

GLOBAL 2036 BATE RECORDE DE VOLUME

A maior parte da operação — US$ 3,5 bilhões — veio da emissão do Global 2036, título com vencimento em 22 de maio de 2036.

O papel foi lançado com:
  • Juros de 6,4% ao ano
  • Cupom semestral de 6,25%
  • Spread de 220 pontos-base acima dos títulos do Tesouro dos EUA
Esse é o maior volume já captado em um único lançamento de título brasileiro de dez anos.

GLOBAL 2056: MENOR SPREAD EM 12 ANOS

A reabertura do título Global 2056 — com vencimento em 12 de janeiro de 2056 — garantiu ao Brasil mais US$ 1 bilhão, com condições consideradas favoráveis pelo mercado:
  • Juros de 7,3% ao ano
  • Cupom de 7,25%
  • Spread de 245 pontos-base
Segundo o Tesouro, esse é o menor spread para um título brasileiro de 30 anos desde 2014, indicando percepção de risco mais baixa por parte de investidores internacionais.

ALTA DEMANDA REFORÇA CONFIANÇA

A procura superou amplamente o volume ofertado:
a demanda atingiu US$ 12 bilhões, cerca de 2,7 vezes a emissão.

O Tesouro afirmou que o desempenho reforça a credibilidade da dívida soberana brasileira e a visão positiva do mercado internacional sobre a condução econômica do país.

A operação foi coordenada por HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.

RECURSOS IRÃO PARA RESERVAS INTERNACIONAIS

O montante captado — US$ 4,5 bilhões — será incorporado às reservas internacionais do Brasil em 19 de fevereiro.

O governo destaca que os títulos soberanos de longo prazo continuam sendo um instrumento estratégico para:
  • diversificar fontes de financiamento,
  • fortalecer a posição internacional do país,
  • e ampliar a previsibilidade da dívida pública.
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