Tribunal de Contas manda prefeita Carla Redano ajustar Plano de Ação de Controle Interno

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Tribunal de Contas manda prefeita Carla Redano ajustar Plano de Ação de Controle Interno

Prefeita Carla Redano terá de refazer Plano de Ação do Controle Interno após apontamento de falhas pelo TCE-RO - Foto: Reprodução/Prefeitura de Ariquemes (Alô Rondônia)

Falhas no planejamento expõem fragilidade administrativa e levam TCE-RO a intervir para evitar riscos à gestão de Ariquemes

Porto Velho, Rondônia – O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia determinou que a prefeita de Ariquemes, Carla Redano, faça ajustes obrigatórios no Plano de Ação do Sistema de Controle Interno do município. A decisão escancara deficiências no planejamento da gestão e evidencia que o modelo apresentado não atende aos padrões mínimos exigidos para prevenir irregularidades e garantir transparência no uso do dinheiro público.

Na prática, o Tribunal concluiu que o plano entregue pela prefeitura é insuficiente, genérico e pouco funcional, comprometendo a principal linha de defesa da administração contra erros, desperdícios e ilegalidades.

CONTROLE INTERNO FRÁGIL VIRA PROBLEMA RECORRENTE

O controle interno deveria funcionar como um filtro permanente dentro da própria prefeitura, identificando riscos antes que eles se transformem em problemas maiores. Para o TCE-RO, porém, o documento apresentado não define claramente metas, responsabilidades, indicadores nem prazos, tornando-se mais um papel protocolar do que um instrumento real de gestão.

Esse tipo de fragilidade costuma ter consequências diretas: falhas repetidas em contratos, licitações mal planejadas e aumento da dependência do controle externo para corrigir erros que deveriam ser evitados internamente.

TRIBUNAL INTERVÉM ONDE A GESTÃO NÃO AVANÇA

A determinação do TCE-RO funciona como um freio institucional diante da incapacidade da gestão municipal de estruturar, por conta própria, um sistema eficiente de controle. Embora não haja multa neste momento, o recado é claro: a omissão ou o improviso não serão tolerados.

O Tribunal exige que o plano seja reformulado de forma técnica, objetiva e compatível com a realidade administrativa do município — e não apenas “adequado no papel” para cumprir formalidades.

RISCO DE NOVAS SANÇÕES

Caso os ajustes não sejam realizados dentro do prazo fixado, a prefeita poderá sofrer novas determinações e eventual responsabilização, incluindo sanções mais severas. O acompanhamento do TCE indica que Ariquemes passa a ficar sob lupa, especialmente em um cenário de cobranças crescentes por transparência e eficiência.

SINAL DE ALERTA À POPULAÇÃO

Para especialistas em gestão pública, quando um Tribunal de Contas precisa intervir no básico do controle interno, isso revela problemas mais profundos na condução administrativa. O episódio lança dúvidas sobre a capacidade da prefeitura de antecipar riscos e corrigir rumos sem pressão externa.

Em resumo, o Tribunal fez o que a gestão deveria ter feito desde o início: exigir planejamento sério, controle efetivo e responsabilidade com os recursos públicos.

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