Ação conjunta busca alertar moradores sobre criminosos que se passam por assistentes sociais para aplicar fraudes
Porto Velho, Rondônia – Um golpe que tem se espalhado por diversos bairros da capital levou a Polícia Civil de Rondônia (PC/RO) e a Prefeitura de Porto Velho a convocarem uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19). Criminosos estão se passando por assistentes sociais e utilizando falsas entregas de cestas básicas para coletar dados pessoais, especialmente de idosos, e aplicar fraudes financeiras que já ultrapassam dezenas de milhares de reais.
COMO O GOLPE FUNCIONA
O esquema começa com a abordagem direta nas residências. Os golpistas chamam os moradores pelo nome e apresentam uma cesta básica como benefício social, mas exigem a “atualização de cadastro”. Durante a falsa visita, tiram fotos, pedem documentos e coletam informações sensíveis. Dias depois, as vítimas descobrem dívidas bancárias que ultrapassam R$ 30 mil.
Segundo o diretor-adjunto da Polícia Civil, Claudionor Muniz, a prefeitura também é vítima, já que o grupo criminoso utiliza indevidamente a identificação institucional para ganhar credibilidade. “Os fatos começaram a ser investigados na última semana, e essa coletiva é uma resposta rápida à população. Quem foi vítima deve procurar a Polícia Civil para que os criminosos sejam responsabilizados”, reforçou.
ALERTA REDOBRADO PARA IDOSOS
A secretária adjunta de Inclusão e Assistência Social, Tércia Marília, destacou que os idosos são o alvo preferencial dos estelionatários. Ela esclareceu que a entrega de cestas básicas ocorre exclusivamente nas unidades do Cras, salvo casos excepcionais e devidamente agendados.
“Nossos servidores não tiram fotos de ninguém e não utilizam camisetas brancas. Antes de receber qualquer pessoa, o cidadão deve confirmar a visita diretamente no Cras”, alertou.
INVESTIGAÇÃO E ATUAÇÃO CONJUNTA
Responsável pelos procedimentos investigativos, a delegada Ádrian Viero da Costa, da Delegacia Especializada em Repressão às Fraudes (Defraude), explicou que os criminosos atuam de forma organizada e costumam agendar visitas por telefone para aplicar o golpe.
“A prefeitura também é vítima, assim como os idosos. A Polícia Civil está atuando para reprimir essa prática e proteger os cidadãos”, afirmou.
Atualmente, Porto Velho possui oito unidades do Cras responsáveis por atender famílias em situação de vulnerabilidade, orientar sobre benefícios e prevenir esse tipo de fraude.
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