Medida é adotada em reciprocidade à política chinesa que já beneficia brasileiros desde 2025
Porto Velho, Rondônia – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil vai conceder isenção de algumas categorias de vistos de curta duração para cidadãos chineses. A decisão foi comunicada ao presidente da China, Xi Jinping, durante telefonema realizado na quinta-feira (22). A medida segue o princípio da reciprocidade, já que a China isenta brasileiros de visto desde 2025.
Segundo o Palácio do Planalto, a isenção fortalece a cooperação nas áreas da “fronteira do conhecimento” e amplia o intercâmbio entre os dois países.
RECIPROCIDADE E COOPERAÇÃO
A política chinesa de isenção de vistos para brasileiros foi implementada em junho de 2025, válida inicialmente por um ano e posteriormente prorrogada até dezembro de 2026. A decisão chinesa também abrange países como Argentina, Chile, Peru e Uruguai, fazendo parte da estratégia de aproximação da China com a América Latina.
Com o novo aceno brasileiro, cidadãos chineses poderão entrar no Brasil para negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de 30 dias — dentro das categorias específicas que serão incluídas no ato oficial.
TELEFONEMA ENTRE LULA E XI JINPING
A conversa entre os líderes durou cerca de 45 minutos e tratou do aprofundamento das relações estratégicas bilaterais desde a visita de Xi ao Brasil, em 2024. Na ocasião, foi criada a Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil–China, voltada à cooperação para um mundo mais justo e sustentável.
Lula destacou sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia.
Segundo o Planalto, ambos reforçaram a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre comércio. Xi Jinping afirmou que os dois países devem proteger os interesses comuns do Sul Global e fortalecer o papel central da ONU diante do cenário internacional turbulento.
CHINA AMPLIA ABERTURA AO MUNDO
Desde 2024, a China já não exige visto de entrada para a maioria dos países europeus, além de Japão e Coreia do Sul. Com a inclusão dos brasileiros em 2025, Pequim busca facilitar a mobilidade, estimular o turismo e expandir parcerias comerciais e culturais.
A isenção brasileira agora consolida o movimento de aproximação entre os dois maiores parceiros comerciais da América do Sul e da Ásia.
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