Brasil diz na OEA que sequestro de Maduro é “afronta gravíssima” à soberania

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Brasil diz na OEA que sequestro de Maduro é “afronta gravíssima” à soberania

Embaixador Benoni Belli durante reunião do Conselho Permanente da OEA, em Washington – Foto: OAS/Divulgação (Alô Rondônia)

Em reunião extraordinária, diplomacia brasileira critica ação militar dos EUA na Venezuela e alerta para precedente perigoso no sistema internacional.

Porto Velho, Rondônia – O Brasil afirmou, nesta terça-feira (6), na Organização dos Estados Americanos (OEA), que o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro configura uma “afronta gravíssima” à soberania do país, ao comentar a operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano.

A posição foi apresentada pelo embaixador Benoni Belli, representante permanente do Brasil junto à OEA, durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da entidade.

CRÍTICA À AÇÃO MILITAR

Segundo o diplomata, os bombardeios e a retirada forçada do presidente venezuelano ultrapassam uma linha inaceitável. Para o Brasil, os atos ameaçam a comunidade internacional ao criar um precedente considerado extremamente perigoso, ao relativizar princípios do direito internacional.

DEFESA DO MULTILATERALISMO

Benoni Belli afirmou que agressões militares conduzem a um cenário em que prevalece a lei do mais forte, em detrimento do multilateralismo. Ele rejeitou o argumento de que os fins justificariam os meios e defendeu a soberania internacional sustentada por instituições multilaterais como condição para a autodeterminação dos povos.

POSIÇÃO TAMBÉM NA ONU

A mesma linha foi reiterada na Organização das Nações Unidas (ONU). Em reunião de emergência do Conselho de Segurança, o embaixador brasileiro Sérgio Danese afirmou que não é aceitável justificar intervenção armada com base no resultado pretendido, reforçando a crítica brasileira à operação.

DESDOBRAMENTOS DO CASO

Militares norte-americanos retiraram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, da Venezuela, em ação que, segundo relatos, causou mortes de integrantes das forças de segurança e explosões em Caracas. O governo dos Estados Unidos informou que Maduro foi levado a Nova York para responder a acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas. O presidente venezuelano negou as acusações e declarou-se inocente.
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