Presidente Lula durante a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, onde comentou o adiamento da assinatura do acordo com a União Europeia – Foto: Ricardo Stuckert/PR | Alô Rondônia
Porto Velho, Rondônia - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (20) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia será assinado, mesmo diante da oposição da França. A formalização, inicialmente prevista para ocorrer durante a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), foi adiada e deve acontecer em janeiro de 2026.
Adiamento não representa recuo, diz presidente
Durante discurso de abertura do encontro que marca o encerramento da presidência brasileira do Mercosul, Lula lamentou o adiamento da assinatura, mas reforçou que não houve desistência por parte dos países envolvidos.
Segundo o presidente, líderes europeus solicitaram mais tempo para discutir medidas adicionais de proteção ao setor agrícola, tema sensível principalmente para alguns países da União Europeia.
“Tínhamos uma oportunidade de enviar ao mundo uma mensagem clara em defesa do multilateralismo e do fortalecimento das relações comerciais. Infelizmente, a Europa ainda não concluiu suas discussões internas”, afirmou.
Expectativa de assinatura em janeiro
Lula informou ainda que recebeu uma carta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, manifestando a expectativa de que o acordo seja aprovado e assinado em janeiro.
De acordo com o presidente brasileiro, o adiamento não está diretamente ligado à oposição francesa, que teme impactos negativos sobre seu setor agrícola, mas a um impasse envolvendo o governo da Itália, relacionado à distribuição de recursos agrícolas dentro da União Europeia.
Importância estratégica do acordo
O acordo UE-Mercosul é considerado estratégico para ampliar o comércio entre os blocos, fortalecer o multilateralismo e posicionar o Mercosul de forma mais competitiva no cenário internacional, especialmente diante das disputas comerciais globais.
Com o fim da presidência brasileira, o comando do Mercosul passará ao Paraguai no próximo semestre, que deverá dar continuidade às tratativas até a assinatura definitiva do tratado.
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