Porto Velho, Rondônia - Alunos da rede pública de Rondônia vão ter a oportunidade de viver a experiência de se tornarem autores de livros coletivos, por meio do projeto interdisciplinar “Leitores e Escritores para o Fortalecimento do Proar”, lançado pelo governo estadual na última segunda-feira (15), no distrito de Extrema.
A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) em parceria com equipes pedagógicas, gestores, conselhos escolares e grêmios estudantis, busca estimular a leitura, a escrita e a produção de textos autorais, fortalecendo a preparação para o Saero (Sistema Permanente de Avaliação da Educação de Rondônia).
Escrita como ferramenta de transformação
Voltado para estudantes do 9º ano do ensino fundamental e do 2º ano do ensino médio, o projeto prevê que cada turma produza coletivamente um livro, no qual cada aluno terá sua redação registrada como capítulo.
Os temas propostos vão além do conteúdo escolar e incluem educação ambiental, diversidade cultural, bullying e cultura da paz, inclusão de estudantes com autismo, além de direitos das crianças e adolescentes.
Para o governador Marcos Rocha, iniciativas como essa ajudam a formar cidadãos mais conscientes:
“Investir em leitura e escrita é investir no futuro. Rondônia tem uma juventude criativa e capaz de transformar a sociedade”, destacou.
Valorização das culturas indígenas
O projeto também inclui escolas indígenas, como a Kaibu, Santa Maria Kaxarari, Floresta Maia, Kurana Kaxarari e Kawapu, ampliando a diversidade de vozes e culturas que farão parte das produções.
Segundo o superintendente regional de Educação de Extrema, Marquelino Santana, essa pluralidade fortalece a identidade dos alunos:
“Cada texto é uma forma de identidade. Ao reunir essas produções em livros, teremos um retrato da visão dos jovens sobre temas centrais da sociedade”, disse.
Reconhecimento e premiação
Os livros digitais serão avaliados em novembro pela Superintendência Regional de Educação de Extrema. Em dezembro, duas turmas — uma do ensino fundamental e outra do ensino médio — terão seus livros impressos e premiados.
A secretária de Educação, Albaniza Batista de Oliveira, ressaltou que a prática contribui diretamente para o desempenho dos estudantes:
“Quando o aluno lê, interpreta e escreve sobre o que vive, ele amplia sua visão de mundo e se prepara melhor para os desafios escolares e sociais”, explicou.
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