Porto Velho, Rondônia - O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve, na segunda-feira (15), a condenação de nove pessoas envolvidas em crimes praticados na Estação Ecológica Samuel (ESEC), no âmbito da Operação Canaã. As penas aplicadas variam de 6 anos e 6 meses a 14 anos e 7 meses de reclusão, além de detenção e pagamento de multas.
A decisão judicial também determinou a perda do cargo público de dois policiais militares, condenados por participação na organização criminosa e comércio ilegal de armas de fogo.
A Operação Canaã foi fruto de investigações iniciadas em 2021 pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), da Polícia Civil. As apurações revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada em núcleos de liderança, recrutadores, braço armado, seguranças, acampados e financiadores, que atuava de forma coordenada para explorar ilegalmente terras públicas.
Segundo a denúncia do MPRO, o grupo loteava áreas da unidade de conservação e as vendia clandestinamente. Parte dos recursos era utilizada para a compra de armas de fogo e para a manutenção das invasões.
O esquema envolvia ainda o recrutamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social, que eram levadas a ocupar os lotes, enquanto financiadores com maior poder aquisitivo adquiriam áreas como forma de investimento ou lavagem de dinheiro.
A sentença destacou a gravidade da conduta e o papel dos policiais militares no fortalecimento da organização criminosa, ressaltando que a atuação deles violou diretamente os deveres do serviço público.
Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI)
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