O dólar comercial avançava 1,06%, cotado a R$ 5,4918,
refletindo o aumento da percepção de risco. Na véspera, a moeda norte-americana
já havia subido 0,68%, encerrando a R$ 5,4348.
Segundo Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, a decisão
do STF gerou cautela nos mercados.
“A valorização do dólar reflete a postura de precaução.
Investidores tendem a buscar refúgio em ativos considerados mais seguros, como
o dólar e o ouro”, explicou.
Setor bancário em queda
A desvalorização foi generalizada entre os principais bancos
listados na B3. Confira o desempenho:
Banco do Brasil (BBAS3): -6,07%
Itaú (ITUB4): -3,71%
Bradesco (BBDC4): -3,49%
Santander (SANB11): -3,48%
BTG Pactual (BPAC11): -3,39%
O peso do setor financeiro no índice fez com que a queda das
ações tivesse impacto direto sobre o Ibovespa.
Decisão do STF
Na segunda-feira (18), Flávio Dino determinou que empresas e
instituições brasileiras não podem impor restrições decorrentes de atos
unilaterais estrangeiros sem autorização expressa do STF. A medida atinge,
por exemplo, bloqueio de ativos e cancelamento de contratos.
Embora não tenha citado nominalmente, a decisão pode afetar
a Lei Magnitsky, dos Estados Unidos, usada recentemente para impor
sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Cenário internacional
Além do impacto interno, investidores também acompanham as
negociações internacionais sobre a guerra na Ucrânia. O presidente
norte-americano Donald Trump recebeu nesta segunda-feira (18) o
presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus em
Washington. Após o encontro, Trump afirmou que busca organizar uma reunião
trilateral com Zelensky e Vladimir Putin.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, sinalizou que
Moscou “não rejeita nenhum formato” de negociação e até admitiu a possibilidade
de abrir mão de parte dos territórios ocupados. A movimentação trouxe otimismo
aos mercados globais, embora persistam incertezas.
Bolsas internacionais
EUA: Dow Jones (+0,24%),
S&P 500 (-0,02%) e Nasdaq 100 (-0,11%) operavam de forma mista.
Europa: índices fecharam
no maior nível em cinco meses; STOXX 600 subiu 0,69%.
Ásia: mercados encerraram
majoritariamente em baixa, com destaque para o Kospi de Seul (-0,81%).
Acumulados
Dólar: +0,68% na semana;
-2,96% no mês; -12,05% no ano.
Ibovespa: +0,72% na
semana; +3,19% no mês; +14,17% no ano.