Operação NegociATA é realizada pela PF em Rondônia e Minas Gerais
Segundo descobriu a investigação, enquanto ainda era servidor, o investigado retirava dívidas de empresários do sistema da Receita e inseria informações falsas. Os nomes dos empresários e do ex-servidor envolvidos no esquema não foram divulgados.
Após suspender os débitos fiscais de empresários, o
ex-servidor fazia alocações de pagamentos fictícios e os incluía manualmente no
sistema;
O investigado também fazia emissões indevidas de certidões
negativas ou positivas com efeito de negativas, em benefício de empresas, e
certidões negativas de débito – CND previdenciárias;
A fraude era feita para beneficiar tanto pessoas físicas
quanto jurídicas, "principalmente aquelas com a finalidade de concessão de
habite-se ou averbação de imóvel, com inserção de dados falsos nos sistemas da
RFB".
Segundo a PF, as investigações da operação NegociATA tiveram
início em setembro de 2018, depois que a Receita instaurou dois processos
administrativos contra o então servidor e o demitiu.