Desemprego no Brasil mantém estabilidade e atinge 6,6% no trimestre encerrado em abril, segundo IBGE

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Desemprego no Brasil mantém estabilidade e atinge 6,6% no trimestre encerrado em abril, segundo IBGE

           

FOTO; DIVULGAÇÃO/Marcelo Camargo/Agência Brasil/JC

Porto Velho, Rondônia - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 29 de maio de 2025, os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), revelando que a taxa de desemprego no Brasil permaneceu estável em 6,6% no trimestre encerrado em abril. O número absoluto de desocupados caiu em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o emprego formal bateu recorde histórico.

A taxa de desocupação é um dos principais indicadores para avaliar o desempenho do mercado de trabalho em um país. De acordo com a mais recente divulgação da PNAD Contínua, a situação do mercado de trabalho brasileiro manteve-se relativamente estável, com leve oscilação nos índices de desemprego e subutilização, mas com avanço significativo do emprego formal.

Quadro atual do desemprego

No trimestre encerrado em abril de 2025, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,6%, indicando estabilidade em comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando o índice registrado foi de 6,5%. Em termos absolutos, 7,3 milhões de brasileiros estão desocupados, número que representa também estabilidade frente ao trimestre encerrado em janeiro deste ano, quando havia 7,2 milhões de desempregados.

Contudo, na comparação anual, observa-se uma melhora significativa: o total de pessoas sem emprego recuou 11,5%, o que equivale a cerca de 941 mil indivíduos a menos em situação de desocupação, frente aos 8,2 milhões registrados no mesmo período de 2024.

Avanço do emprego formal

Um dos destaques positivos do levantamento é o crescimento do emprego com carteira assinada no setor privado. Segundo o IBGE, o contingente de trabalhadores formais atingiu um patamar recorde, chegando a 39,6 milhões de pessoas. Esse resultado representa um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e de 3,8% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Esse avanço sinaliza uma maior formalização das relações de trabalho, indicando uma recuperação consistente do mercado formal e a geração de vagas com maior estabilidade e proteção social.

Subutilização da força de trabalho

Outro aspecto relevante destacado pela pesquisa é a taxa composta de subutilização, que reúne as pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e a força de trabalho potencial. Esse indicador ficou em 15,4%, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior (15,5%) e apresentando uma redução expressiva de 2,0 pontos percentuais na comparação anual.

A queda na subutilização da força de trabalho é interpretada como um sinal positivo para o mercado, indicando que há menor desperdício de potencial produtivo e que mais pessoas estão conseguindo se inserir de forma mais plena nas atividades laborais.

Análise do IBGE

De acordo com William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, "a estabilidade nas taxas de desocupação e subutilização confirma o que o primeiro trimestre apontou, ou seja, uma boa capacidade de absorção dos empregos temporários constituídos no último trimestre de 2024". Além disso, Kratochwill observa que "o mercado de trabalho apresentando níveis mais baixos de subutilização naturalmente impulsiona as contratações formalizadas, uma vez que a mão de obra mais qualificada exige melhores condições de trabalho".

Os dados divulgados pelo IBGE apontam para uma estabilidade positiva no mercado de trabalho brasileiro, com redução do desemprego na comparação anual e recorde de trabalhadores formais. Embora o índice de subutilização ainda permaneça elevado, a tendência de queda reflete uma melhora no aproveitamento da força de trabalho.

Esse cenário evidencia a importância de políticas públicas voltadas para a manutenção e expansão do emprego formal, bem como a necessidade de investimentos em qualificação profissional, para que a população possa aproveitar plenamente as oportunidades oferecidas pelo mercado.

 

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