
De acordo com as informações, o veículo de luxo estava na garagem de um prédio no Morumbi, bairro nobre de São Paulo. Segundo investigação do Gaeco, o apartamento foi comprado por Tuta em 2017, pelo valor de R$ 1,2 milhão, por meio de um laranja investigado no esquema de lavagem. No processo, a defesa negou que imóvel fosse dele. Tuta foi condenado a 12 anos de prisão por associação criminosa e lavagem de dinheiro pela Justiça de São Paulo, na última terça-feira.
Amigo de Cariani
Apontado pela Polícia Federal como amigo do influenciador fitness Renato Cariani, o empresário Fábio Spínola também é suspeito de envolvimento em um esquema de desvio de produtos químicos para produção de crack.
De acordo com informações da PF, Spínola já foi investigado por tráfico em Minas e no Paraná e chegou a ser preso por envolvimento com a venda de entorpecentes. O empresário seria um dos responsáveis por realizar depósitos em espécie na conta da Anidrol sobre responsabilidade da AstraZeneca em 2019. Segundo as investigações, ele criou um falso e-mail em nome de um suposto funcionário da AstraZeneca, com quem a empresa de Cariani teria negociado a compra dos produtos.
Sonegação de mansão
Réu por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, o influenciador fitness, empresário e fisiculturista Renato Cariani, de 47 anos, também é investigado por possível sonegação de uma mansão em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Federal, o imóvel não foi incluído nas declarações de Imposto de Renda de Cariani.
Conforme apontam as investigações, foram identificados documentos relacionados ao imóvel em troca de e-mails de Cariani. A mansão, que constava em nome de um cidadão americano e um brasileiro, teria sido comprada pelo influencer em 2012, pelo valor de R$ 470 mil. Em depoimento, o réu confirmou a compra do imóvel.
Evolução patrimonial
Outro ponto investigado pela Polícia Federal é o percentual de evolução do patrimônio de Cariani ao longo de oito anos. Entre 2014 e 2022, os bens avaliados do influenciador fitness passaram de R$ 2,4 milhões para mais de R$ 8 milhões, um aumento de 333%.
Além disso, a PF também levantou suspeita acerca do montante em espécie acumulado pelo empresário. Entre 2014 e 2022, ele acumulou R$ 942,2 mil reais em sua posse. Segundo a polícia, “chama a atenção” que alguém armazene abundante quantia de dinheiro “nos dias de hoje”, quando se dispõe de ferramentas que oferecem “segurança”, como o Pix.
Fonte: O GLOBO