
Segundo Roberto Farina, diretor de comunicação da Defesa Civil do estado, o trabalho de retirada de itens pessoais, animais de estimação e veículos ocorrerá a partir das 15h e será monitorado.
— Os moradores estão autorizados a retirar itens pessoais e serão acompanhados de bombeiros civis ou outros técnicos — informou Farina.
O trabalho de retirada de possíveis pets e dos veículos foi organizado pelos próprios moradores em um grupo de WhatsApp. Por meio da conversa, todos que precisavam retornar ao imóvel foram listados pelo síndico. Alguns moradores estavam fora de casa no momento em que o prédio foi esvaziado, daí a necessidade de retorno ao local.
De acordo com Farina, o prédio neste momento tem situação "estável". Parte das colunas de sua estrutura receberam a inclusão de "pontaletes", um tipo de estrutura auxiliar que retira a pressão sobre os pilares danificados.
Ainda não há previsão, contudo, de retorno dos moradores à suas casas, embora o trabalho de estabilização auxilie nesse processo. Também não foram determinadas causas para o abalo das estruturas, a perícia do caso segue em curso.
O prédio com 133 apartamentos e 23 andares foi esvaziado às pressas, nesta terça-feira, após colunas de sua estrutura apresentarem danos, segundo o Corpo de Bombeiros.
Antes da interdição, moradores relataram ter sentido forte tremor e mais outros dois após cerca de 10 minutos. Por isso, chamaram os bombeiros, que fizeram uma vistoria e apontaram risco de desabamento.
O edifício Residencial Giovannina Sarane Galavotti está localizado na avenida Jorge Hagge, no bairro Aviação, e tem 19 andares com apartamentos, além de pavimentos com garagens. O prédio foi entregue aos moradores em 2011. Pouco depois das 18h, a Defesa Civil liberou as famílias a retirarem documentos que tinham ficado nos apartamentos.
— A primeira preocupação era retirar os moradores. Constatamos três colunas rompidas e está sendo feito um trabalho de escoramento para que os esforços das demais colunas (que não estão danificadas) sejam divididos — disse o capitão Thiago Duarte, do Corpo de Bombeiros ao G1, observando que a caixa d'água foi esvaziada para reduzir o peso sobre a estrutura.
Não foi possível, segundo o militar, identificar os motivos que provocaram os danos à estrutura. Equipes da Defesa Civil e da Prefeitura também estiveram no local fazendo vistorias. A Prefeitura informou que toda da documentação do edifício está em dia. Não há previsão para que os moradores retornem a seus apartamentos.
Fonte: O GLOBO