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| Pesquisa do Datafolha revela que 78% acreditam na contribuição humana, mas o negacionismo persiste entre pessoas mais velhas e menos escolarizadas.
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De acordo com os resultados, 78% dos entrevistados concordam que as ações humanas positivas para o aquecimento do planeta. A maioria desses participantes (52%) acredita que o impacto é significativo, enquanto 25% considera que é pequeno. Surpreendentemente, 5% não responderam, destacando a complexidade do tema.
O Brasil, atualmente enfrentando ondas de calor desde a instalação do El Niño em junho, projeta um pico de temperatura até fevereiro de 2024, de acordo com a NOAA. A influência do El Niño deve persistir até o próximo outono, ampliando a relevância da discussão sobre as mudanças climáticas.
A pesquisa também revelou que o negacionismo climático é mais comum entre pessoas mais velhas e menos escolarizadas. Enquanto 70% dos entrevistados com 60 anos ou mais confirmam a influência humana no clima, esse número aumenta para expressivos 85% entre os jovens de 16 a 24 anos, reforça uma conscientização entre idade e consciência ambiental.
O consenso científico sobre a influência humana no clima foi reforçado por um relatório de 2021 do IPCC, que compilou 90 mil artigos científicos. O documento destaca que o aumento de gases de efeito estufa é resultado direto das atividades humanas, impulsionando mudanças observadas na atmosfera, no oceano e na biosfera.
Apesar disso, uma pesquisa revelou que 21% das pessoas com mais de 45 anos negam esse consenso científico, chegando a 24% entre aqueles com ensino fundamental. Essa disparidade ressalta a importância contínua de esforços educacionais para promover uma compreensão unificada sobre as questões climáticas e o incentivo a ações coletivas em prol do meio ambiente.

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