
A família da líder quilombola Bernadete Pacífico entrou na Justiça com um pedido de indenização de R$ 5 milhões contra do estado da Bahia. O valor seria referente aos danos causados, materiais e ou não, pelo assassinato da ativista. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Em agosto desse ano, Bernadete estava com três netos quando foi surpreendida por dois homens na casa ao lado do terreiro de candomblé que ela administrava, em Salvador, na Bahia. Ela foi assassinada aos 72 anos.
Segundo a Folha, consta na ação que a morte da líder religiosa conferiu traumas à família.
"A morte de Mãe Bernadete impôs aos seus familiares constrangimentos, aflições, circunstâncias degradantes, situações-limite e traumas psicológicos cujas implicações sobre sua saúde mental, e inclusive física, são rigorosamente tangíveis e comprováveis"
A família de Bernadete lembra que ela integrava um grupo do programa estadual de proteção a defensores de direitos humanos há seis anos. Ainda de acordo com o periódico, os familiares entendem que o Governo da Bahia deveria tê-la protegido de ameaças.
"Mãe Bernadete Pacífico vivia acossada por ameaças, intimidações, coações e investidas patrocinadas por indivíduos cujos interesses ela contrariava", diz a ação.
O processo ainda pede que a ONG Educafro seja excluída da lista de ativos de uma ação civil pública que requer R$ 143 milhões ao estado baiano pelos danos morais coletivos com a morte de Bernadete. Segundo a Folha, a família da líder entende que a ONG teria tentado tirar proveito da situação, e além disso, a organização é administrada por uma ordem franciscana.
Fonte: O GLOBO
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