Vilma Nascimento, ícone da Portela, supera abordagem racista e brilha na Mangueira


Porto Velho, RO - Vilma Nascimento, emprestada porta-bandeira da Portela, não deixou que uma abordagem racista ofuscasse sua paixão pelo samba. Aos 85 anos, um sambista, que sofreu uma situação constrangedora em Brasília, está pronto para desfilar no azul e branco de Madureira, como faz todos os anos, e, surpreendentemente, também vai se apresentar na Mangueira, um convite da renomada Alcione, uma ilustrador integrante da escola verde e rosa.

A filha de Vilma, Daniele Nascimento, revelou ao gshow que sua mãe está apreensiva, mas ainda determinada a seguir sua paixão pelo samba, mesmo após o episódio lamentável em Brasília:

“Ela não está muito empolgada por causa de tudo que aconteceu. Está meio recebido, sim. Mas é a vida dela, né? (ó samba). É o que ela gosta, o que ela gosta. Tomara que ela se distraia. Ela vai desfilar na Portela, como faz todo ano, e na Mangueira, porque é muito amiga da Alcione”, afirmou Daniele.

Neste sábado (20), Vilma Nascimento será uma das estrelas da comemoração do Dia Nacional do Samba, que ocorrerá na Cidade do Samba. O evento promete ser uma celebração vibrante, repleta de ritmo e alegria, onde um sambista terá a oportunidade de mostrar sua resiliência e amor pela cultura.

Vale lembrar que na última terça-feira (21), ao retornar de Brasília após receber uma homenagem na Câmara dos Deputados no Dia da Consciência Negra, Vilma Nascimento causou uma situação de discriminação racial no aeroporto. A senhora foi abordada de forma desrespeitosa e, sob suspeita infundada, teve que mostrar suas pertences ao fiscal de uma loja. O incidente provocou indignação e reforçou a necessidade contínua de combater o racismo em todos os setores da sociedade.

Mesmo após esse episódio triste, Vilma Nascimento se mantém firme em sua trajetória, pronta para brilhar nos desfiles e eventos que celebram a riqueza e a diversidade do samba carioca.

Fonte: g1


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