Ministro Fux Vota para Autorizar Pagamento de Precatórios Fora das Regras Fiscais


 Porto Velho, RO - O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (27) a favor da autorização para abertura de crédito extraordinário, permitindo que o governo federal regularize, até 2026, o pagamento de precatórios, dívidas do poder público reconhecidas em definitivas pela Justiça. O plenário virtual do STF está julgando o tema, com os votos sendo registrados de forma remota. Até o momento, seguiram Fux, relator do caso, os ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. A sessão virtual, que começou hoje, está programada para durar até as 23h59 desta segunda-feira (27), aguardando os votos de outros sete ministros.

Fux votou pela declaração da inconstitucionalidade do teto para o pagamento de precatórios, proposta em 2021 pelo governo de Jair Bolsonaro e aprovada pelo Congresso. Na época, a medida visava cumprir as metas fiscais aplicáveis. O teto foi questionado no STF em 2021 pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), especialmente a suspensão das obrigações do governo de pagar precatórios acima do teto entre 2022 e 2026.

A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou, por meio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a favor de antecipar o pagamento de precatórios que seriam devidos até 2027. O objetivo principal é evitar o acúmulo de dívidas judiciais a um nível impagável no futuro. Caso o regime atual seja suspenso, a dívida judicial acumulada pode chegar a R$ 250 bilhões em 2027, com um montante de R$ 95 bilhões acumulados entre 2022 e 2024, segundo a AGU.

No voto do relator, o governo fica autorizado a abrir crédito extraordinário para o pagamento das dívidas judiciais entre 2022 e 2024 e entre 2025 e 2026. Dessa forma, esses pagamentos não entram no cálculo para o cumprimento das metas fiscais. No entanto, Fux aceitou o pedido para que os precatórios pudessem ser classificados como despesas financeiras pelo governo, o que facilitaria a contornar as regras do novo arcabouço fiscal aprovado neste ano pelo Congresso Nacional. O julgamento prossegue com os votos dos demais ministros.


Fonte: Agência Brasil


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