
Porto Velho, Rondônia - Uma tragédia abalou a cidade de Rio Branco, no Acre, neste domingo, 29 de outubro, quando um avião Caravan, fabricado pela norte-americana Cessna Aircraft, caiu minutos após decolar do Aeroporto Internacional da capital acreana, resultando em 12 vítimas fatais. Entre os passageiros, havia um bebê de apenas 1 ano e 7 meses, do sexo feminino.
A aeronave, com capacidade para 12 pessoas, estava operando com sua capacidade máxima quando caiu em uma região de mata próxima à pista de descolagem, explodindo logo em seguida. As investigações preliminares apontam que a explosão foi causada devido ao tanque de combustível estar cheio no momento do acidente.
O avião tinha como destino a cidade de Envira, no interior do Amazonas, e estava sob operação da empresa ART Taxi Aéreo LTDA. O proprietário da comunicação foi identificado como o empresário Paulo Jones da Cruz Flores. O avião em questão era um modelo 208B, fabricado em 1993.
Os nomes dos passageiros foram divulgados, embora alguns ainda não tenham sido identificados devido à caligrafia ilegível na lista. Além dos pilotos, Atílio e Cleiton, estavam a bordo Alexander Bezerra, Francisco Eulomar, Ana Paula Melo, Raimundo Nonato Melo, José Maria Epitácio, Antonio Cleudo Mattos, Antonia Elizangela, Edineia de Lima, Jamilo Maciel e a bebê Clara Maria Monteiro.
O local da queda é de difícil acesso, uma área de mata fechada, o que exigiu o trabalho das equipes de resgate. Bombeiros tiveram que levar equipamentos nas mãos para combater as chamas. O Instituto Médico Legal (IML) inveja uma força-tarefa para o local a fim de retirar os restos mortais das vítimas para possível identificação.
Além disso, uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) está prevista para chegar ao Acre nas próximas horas para iniciar a apuração das causas do acidente.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos, confirmou que todos os corpos foram carbonizados no trágico acidente. A Polícia Militar isolou a área do acidente, enquanto as autoridades esperam que a temperatura baixe o suficiente para permitir um trabalho mais seguro no local.

