Porto Velho, Rondônia - Através da Secretaria Municipal de Comunicação, o prefeito Flori Cordeiro de Miranda Junior explicou ao ALÔ RONDÔNIA o que quis de fato dizer ao comentar durante a tarde desta segunda-feira 21 ao site Folha do Sul, onde alguns pontos ficaram obscuros.
A referências feita pelo prefeito e agora detalhadas são: "a Educação é essencial, ao contrário do que o sindicato vinha defendendo, o que foi confirmado agora pela decisão do tribunal". Sobre essa fala, Flori acrescenta agora ao ALÔ "que a justiça agora diz que a educação é serviço essencial, apesar de muito desentendido dizer o contrário com orgulho de quem sabe o que fala".
Em outro ponto, da entrevista da tarde o prefeito disse que parte dos professores "foi iludida por um direito que não existe para ser massa de manobra em mãos de politiqueiros", assim como garantiu que "avisou ao sindicato e aos vereadores que lideravam a greve que rela era abusiva".
Como as duas afirmações se relacionam, o ALÔ quis saber de Flori quem seriam os "politiqueiros" citados por ele. A resposta foi: "São vereadores politiqueiros todos aqueles que instigam uma greve que prejudica os alunos e não está dentro dos limites da lei... Não sou eu quem os aponta, são eles próprios com suas atitudes. Eles se auto qualificam. Eles sabem quem são."
Finalizando, outro ponto que precisava ser explicado era qual seria o "direito que não existe", dito pelo prefeito ao outro site. O ALÔ quis saber se o tal direito inexistente era o de fazer a greve ou de receber o Piso Nacional, que é o motivador da crise.
Para o prefeito, "o direito de greve existe. A pergunta não cabe. Não existe, por ser essencial, da maneira que está. Os alunos não podem ser prejudicados. Segurança alimentar e direito aos estudos são intocáveis".
Quanto ao Piso Nacional, a declaração oficial de Flori é: "O piso está sendo pago, o que está sendo pedido pela greve é efeito cascata. Aí a prefeitura não tem condições. Ninguém ganha menos do que RS 4,5 mil líquidos por 40h. No meio da carreira o piso já é de RS 7 mil e no fim de RS 10 mil. Não se trata de piso, portanto".
O OUTRO LADO - Já o Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul, que é o outro polo do litígio, ainda não manifesta sobre a decisão judicial que determinou o retorno de 80% do funcionalismo ao trabalho, devido ao fato de ainda não ter sido notificado oficialmente.
Neste nono dia de greve o movimento promoveu coleta de assinaturas entre as classes mobilizadas e a comunidade em geral para propor abertura de CPI para levantar as finanças do Município.
Por – Mario Quevedo