Porto Velho, Rondônia - Profissionais da educação estão
mobilizados desde egunda-feira, 28, em Vilhena para obterem os votos
necessários para a abertura de uma CPI para investigar as contas do município.
Já recusaram assinar, pessoalmente com a comitiva, os
vereadores Zé Duda, Wilson Tabalipa, Toninho Gonçalves, Sargento Damassa, Zeca
da Discolândia. Pedrinho Sanches preferiu não se manifestar. Dhonatan Pagani
disse que não teve tempo de ler o requerimento, que está disponibilizado pela
vereadora Vivian no grupo de Whatsapp dos vereadores desde a semana passada.
Assinam, além da propositora da matéria, Professora Vivian,
os vereadores Samir Ali (presidente da Câmara), Ronildo Macedo e Clérida Alves.
Os professores esperam pelo quinto voto que seria da vereadora Nica Cabo João,
mas ela não apareceu na Câmara nesta segunda.
Os servidores da Educação estiveram pela manhã na Câmara,
andaram de gabinete em gabinete, e vão manter a pressão através de redes
sociais.
Na última terça-feira, 22, o prefeito participou de uma
série de entrevistas em emissoras locais e Flori afirmou que tem dinheiro em
caixa, mas será aplicado na saúde. A prefeitura mantém um contrato emergencial
de 6 meses com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, no valor de pouco
mais de R$ 8 milhões, que segundo os educadores dinheiro que deveria estar
sendo investido em políticas públicas.
Na manhã da quinta-feira, 24, os professores decidiram
voltar à sala de aula, após o sindicato ter sido oficialmente citado da liminar
que determinou o retorno de 80%.
Eles querem um reajuste de 14,9% previsto no PCCR da
categoria, e o prefeito se recusa, alegando que falta dinheiro. Os professores
alegam que os recursos da prefeitura estão sendo usados para pagar o contrato
da entidade terceirizada que administra a saúde do município.
Fonte – Painel Política