Porto Velho, Rondônia – Pressionado pelos servidores em pautas específicas, caso do pagamento do piso nacional para enfermeiros e educadores, o prefeito de Vilhena, Delegado Flori (PODEMOS) começa a semana arranjando mais encrenca.O alvo do delegado agora é o IPMV, que cuida há décadas da previdência dos funcionários públicos do Município, cujo repasse para custeio de manutenção está sendo contestado pelo mandatário, que quer alteração do valor para baixo.
O problema, segundo o Sindicato dos Servidores Municipais do Cone Sul de Rondônia (Sindsul), é que mais uma vez Flori toma decisões de cima para baixo, sem debater com as partes interessadas e baseado em teses que ele não discute e das quais não arreada o pé.
A “bomba” está lançada para o Parlamento do Município, que na sessão de hoje (terça-feira 4) tem de avaliar o pedido de votação em caráter de urgência apresentado pelo Executivo para a matéria, enquanto o funcionalismo quer o diálogo.
A entidade representativa do funcionalismo lançou nota pública acerca do caso, e hoje promete lotar o plenário da Câmara logo mais para evitar que o projeto passe “à toque de caixa”, apesar dos vereadores já terem manifestado cautela para apreciação do assunto.
Leia abaixo a íntegra do comunicado do Sindsul, que também conta com aval da Associação dos Servidores Municipais de Vilhena (Asmuv):
“SEM CONSULTAR PRESIDÊNCIA E CONSELHEIROS PREFEITO ENVIA COM “URGÊNCIA” PARA CÂMARA PROJETO QUE REDUZ REPASSE AO IPMV
Sem nenhuma consulta aos conselheiros do Instituto de Previdência Municipal de Vilhena (IPMV), o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro, enviou de forma “urgente” para a Câmara de Vereadores um Projeto de Lei que pode prejudicar – e muito – o bom funcionamento do Instituto que cuida dos servidores públicos aposentados de Vilhena.
A intenção do administrador é reduzir os valores que são repassados mensalmente ao Instituto (taxas administrativas).
O pior é que nenhum dos conselheiros que fazem parte do quadro dos eleitos pelos servidores na última eleição, foi consultado por Flori. Nem ao menos a presidência foi consultada se o corte traria prejuízos. Ele simplesmente tomou a decisão por si só, sem estudo algum apresentado.
O corte traria prejuízos para os servidores, quando ele mais precisa que é na aposentadoria e de várias formas, já que a continuidade dos bons serviços prestados, como perícias médicas e vários serviços de assessoria, além dos gastos mensais do IPMV (água, luz, funcionários) seriam prejudicados.
O Sindsul é totalmente contrário a esse Projeto que visivelmente irá prejudicar o IPMV. Por isso, pedimos aos servidores que puderem ir até a Câmara de Vereadores nesta terça-feira, 04 de julho, para se manifestarem contra a aprovação e pedir a retirada do Projeto da pauta, para que as partes envolvidas tenham tempo para debater o assunto, façam-se presentes. A sessão começa às 09h.
Outro ponto é entrar em contato com vereadores que conheçam para votarem contra o Projeto que irá bagunçar a vida dos servidores aposentados ou o futuro do servidor ainda em atividade. Nós já estamos fazendo isso.
A Asmuv se solidariza com o IPMV e também se manifesta contrária ao Projeto de Lei enviado pelo prefeito Flori Cordeiro à Câmara de vereadores para tentar diminuir o valor do repasse ao Instituto que cuida de nossos aposentados.
Servidores públicos unidos! ”
0 Comentários