Porto Velho, Rondônia - O percurso pela rodovia BR-319, de Porto Velho (RO) a Manaus (AM), continua de forma caótica com o longo trecho sem asfalto. Transitar nessa estrada é um desafio feito por necessidade. Além dos danos nos veículos quem arrisca nessa trajetória vive momentos de perigo e indignação.
As reclamações fazem sentido devido às décadas em que a estrada se encontra precária. O impasse pela liberação do licenciamento ambiental para asfaltar a rodovia não leva em consideração a quantidade de pessoas que precisam se locomover pelo trecho. Diversas comunidades ao longo do caminho estão basicamente isoladas.
Entre promessas, embargos e insensibilidade, os anos vão passando e a estrada fica cada vez pior. Pontes quebradas, bueiros rompidos, água que cruza a pista em diversos locais e os incontáveis riscos para quem segue sem saber ao certo quando vai chegar ao destino.
Os longos atoleiros que se formam interferem na integração e impedem que cargas sejam levadas por transporte rodoviário, o que agilizaria principalmente para o envio de cargas perecíveis alimentícias.
O transporte de passageiros também é um sacrifício. Nas viagens de ônibus, para chegar aos destinos, precisam de esforço de motoristas e passageiros.
Em cada atoleiro é preciso que os passageiros desçam e ajudem a empurrar os veículos. Esforço maior é dedicado pelos motoristas que precisam tomar atitudes para abrir canal para desencalhar os carros que ficam atolados.
Em respeito aos passageiros, empresa de transporte e colaboradores, mantém a difícil e dispendiosa rotina para garantir o direito de ir e vir a diversas pessoas que vivem e transitam nessa imensidão da Amazônia.
Fonte - SGC