À época, o caminhão foi abordado por oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA). A droga foi encontrada nos fundos de um caminhão-baú, atrás de caixas vazias estampadas com o nome da empresa da família do senador, a J.S Pescados. O g1 procurou a empresa e não obteve retorno até a publicação da reportagem.
O caminhão era conduzido por um jovem, de 25 anos, que disse em depoimento que o caminhão pertencia a uma empresa de venda de peixes de Itajaí (SC). À polícia, ele relatou também que tinha descarregado uma carga de pescado em Dourados (MS) e carregado o veículo com os 336 tabletes de maconha.
A droga que sairia de Mato Grosso do Sul ia ser deixada em Icaraíma, no interior do Paraná. O motorista foi preso em flagrante por tráfico de drogas e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva, de acordo com a apuração do g1.
Após a repercussão do caso, o senador se pronunciou nas redes sociais sobre o caso e negou envolvimento com o tráfico. "Esse veículo de fato foi de propriedades da minha família, mas no ano passado foi vendido, exatamente na data de 9 de setembro de 2022, com devido registro cartorário na cidade de Itajaí, Santa Catarina, para um terceiro. O veículo foi vendido de forma parcelada, então só transferiríamos esse bem mediante a quitação, que até o momento não ocorreu", comentou em vídeo o senador. Assista ao vídeo acima.
O que diz o senador
Em nota, a assessoria do senador confirmou que o caminhão ainda está em nome da empresa do político catarinense. A data da venda informada pela comunicação do senador é diferente da que Seif informa fala no vídeo.
Leia o posicionamento na íntegra:
"A venda do veículo, bem como as caixas plásticas de transporte de pescados, foi efetivada no dia 08 de setembro de 2022. Foi uma operação de compra e venda que resultou na entrega do bem para outrem, vendido de forma parcelada, e mediante a quitação, seria transferido no DETRAN. Conforme contrato firmado entre as partes, o mesmo assumiu, a partir da compra, toda a responsabilidade pelo bem, não tendo o vendedor que se pronunciar por fatos ocorridos após a transmissão do mesmo. Tem processo investigativo em andamento. A informação que obtivemos foi que o comprador original alugou/arrendou/emprestou o veículo e as caixas para terceiros e isso originou o problema. O jurídico da empresa, da qual o senador Jorge Seif não faz parte, não quer se manifestar e pediu que maiores detalhes sejam obtidos junto a polícia/justiça".
Senador nomeou filho de Bolsonaro a cargo parlamentar
O senador bolsonarista Jorge Seif (PL-SC) nomeou, para um cargo de Auxiliar Parlamentar Pleno no seu gabinete, Jair Renan Valle Bolsonaro, filho "04" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A nomeação foi publicada no "Diário Oficial da União" em 8 de março deste ano. De acordo com o Senado, um cargo desse tipo tem remuneração de R$ 7,6 mil – valor líquido (após descontos) somado o auxílio-alimentação.
Nas redes sociais, Jair Renan se apresenta como empresário, gamer, influenciador digital e estudante de Direito. Ele é irmão, por parte de pai, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Fonte – G1
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