Na última semana, outros 62 militares já haviam sido dispensados de suas funções em diferentes áreas do GSI.
Na quinta-feira (19), foram dispensados nove militares que estavam lotados no GSI. Desse total, seis atuavam no Escritório de Representação do GSI, no Rio de Janeiro. Os outros três estavam lotados na Secretaria de Segurança e Coordenação. Com a medida, eles serão realocados em outras frentes de atuação das Forças Armadas.
Na quarta-feira (18), o governo federal dispensou 13 militares de suas funções no gabinete. Na terça-feira (17), outros 40 membros das Forças Armadas que atuavam na segurança de Lula em Brasília foram dispensados, além de outros 16 lotados em outras áreas da Presidência da República.
Desconfiança
As dispensas ocorrem após algumas declarações do petista que demonstram desconfiança em relação aos militares. Durante café da manhã com jornalistas na última semana, Lula disse que contratou pessoas em quem confia para os cargos de ajudante de ordem, postos que eram ocupados por militares no governo anterior.
Na sequência, o presidente afirmou estar convencido de que alguém facilitou a entrada de extremistas durante a invasão, em 8 de janeiro, dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. "Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente", disse Lula.
Na ocasião, extremistas que não aceitam o resultado da eleição de 2022 invadiram o Palácio do Planalto e as sedes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte – R7