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Rondônia poderá ter senador que na única eleição que concorreu obteve mil e quinhentos votos

Trata-se de Samuel Pereira de Araújo, atual suplente de Marcos Rogério no Senado Federal

Porto Velho, RO – O cargo de Senador da República é um dos mais importantes do sistema republicano brasileiro, tanto que na estrutura do Poder Legislativo do país a função é equivalente para todos os Estados, com bancadas igualitárias, diferente do que ocorre com relação à Câmara dos Deputados, onde a composição das bancadas estaduais equivale a quantidade de eleitores. 

É por isso que cada Estado do Brasil está representado por três integrantes no Senado Federal, enquanto o número de deputados federais varia entre as unidades da federação.

Dada a importância do cargo e a representatividade popular que a função representa, para se eleger senador pelo Estado de Rondônia é preciso de muitos votos. Centenas de milhares de pessoas precisam dar o seu aval através da urna eletrônica para que um político possa ter legitimidade para exercer o cargo.

Nas eleições deste ano, por exemplo, o candidato eleito por Rondônia precisou de nada menos do que 293.488 votos para poder conquistar a tão valorizada vaga ao Senado Federal, números que comprovam o quanto tal pessoa precisa ser influente e confiável ao eleitorado para exercer a função.

Mas nas eleições deste ano, que ainda estão para serem decididas em âmbito estadual, o resultado da disputa ao governo de Rondônia pode criar uma situação inusitada, pois no caso da vitória de Marcos Rogério (PL), nosso Estado e sua população acabarão sofrendo uma mudança na bancada estadual no Senado, com o ingresso de uma pessoa que não teve voto nenhum para ocupar a função, e que na única vez que enfrentou uma disputa eleitoral obteve apenas 1.567 votos, concorrendo a deputado estadual sem sucesso.

Trata-se de Samuel Pereira de Araújo, atual suplente de Marcos Rogério no Senado Federal, empresário do ramo de factoring, que é o tipo de empreendimento que não gera emprego nem desenvolvimento para a comunidade, porém torna seus integrantes milionários através da concessão de empréstimos a terceiros. 

No caso de Araújo, sua fortuna estava calculada em 53,4 milhões de reais, divididos entre créditos de precatórios que ele compra de credores do Poder Público, além de dinheiro emprestado que tem a receber, de acordo com informações publicadas pela Revista Veja, na edição 2.760, que circulou em 20 de outubro do ano passado. 

Na mesma matéria ficou explícito que Araújo foi um dos maiores doadores da campanha de Rogério ao Senado em 2018, ocasião em que disponibilizou nada menos que R$ 855 mil para a chapa que ele próprio integrava.

Não se sabe de nenhum tipo de empreendimento empresarial do suplente de Rogério que gere empregos ou progresso para o Estado de Rondônia e muito menos quais seriam as metas de exercício em eventual mandato de Senador da República que ele possa vir a exercer.

Na avaliação geral, mesmo não sendo um membro de destaque no Senado Federal, a substituição de Marcos Rogério por Araújo na bancada da chamada “Câmara Alta” será um retrocesso político para Rondônia no Congresso Nacional.

Fonte: Redação

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