Arquivamento da CPI da Covid não colocará fim na dor das perdas


A realidade vivida pelo povo será sempre lembrada diante de tantas mortes, desemprego e crise causados pela condução desordeira da pandemia

Porto Velho, RO - O pedido de arquivamento das denúncias feitas pela CPI da Covid não colocará fim a essa mancha na história do Brasil. Com mais de 670 mil mortes, essa tragédia jamais será esquecida por quem perdeu familiares, amigos e pessoas admiradas.

O pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivamento de investigações contra o presidente Jair Bolsonaro, é visto por muitos especialistas como a contramão da ordem jurídica do caso, onde a PGR teria se comportado como advocacia de defesa enquanto que o seu papel seria de promotoria pública.

Entre as denúncias do relatório final estavam o emprego irregular de verbas para comprar remédios ineficazes no combate ao coronavírus e charlatanismo, porém, outros supostos crimes foram apontados no relatório.

Na conclusão da PGR não houve elementos para sustentar a abertura de inquérito e pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento de sete das dez apurações preliminares sobre o presidente Jair Bolsonaro, ministros e ex-ministros do governo apontadas a partir das conclusões da CPI.

Mesmo que não haja volta e o caso seja dado como encerrado no campo jurídico, a realidade vivida pelo povo será sempre lembrada diante de tantas mortes, desemprego e crise causados pela condução desordeira da pandemia.

Mesmo que não seja feita a justiça nas denúncias levantadas, as famílias não esquecerão seus mortos e não haverá silêncio de 100 anos ou de infinito tempo. Os rompimentos causados estão como feridas vivas no sentimento de muita gente.

Fonte: Diário da Amazônia


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