‘18 de maio’ contra abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes


Essa data foi escolhida por ter uma representação simbólica na luta contra a violência sexual contra a criança e adolescente

Porto Velho, RO - Neste dia 18 de maio é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, uma data reservada para a discutir esse problema recorrente que precisaria ter fim, diante das sequelas físicas e emocionais que causam na vida das vítimas. São danos considerados irreparáveis e que, em muitos casos, acabam em impunidade para o agressor.

Essa data foi escolhida por ter uma representação simbólica na luta contra a violência sexual contra a criança e adolescente. Em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”, quando uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.

O dia “18 DE MAIO” serve para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. Todas as discussões e debates buscam garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.

Caracteriza como abuso sexual, quando o adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual. Já a exploração sexual é quando se paga para ter sexo com pessoas de idade inferior a 18 anos. Em qualquer dos casos, a vítima pode desenvolver transtornos psicológicos como ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), sendo que o último acomete 57% dos adolescentes que sofreram violência sexual, segundo pesquisas.

Ela também pode apresentar comportamentos sexuais inadequados para a idade. Na vida adulta, a criança que foi abusada tende a desenvolver várias sequelas como dificuldades na vida afetiva e sexual, desenvolvimento de disfunções sexuais, ideação suicida, dificuldade na vida parental, busca de cônjuge.

Esse tipo de crime é extremamente traumático e danoso para as vítimas e seus familiares. Portanto é um dever de toda a sociedade compreender para combater uma vez que o problema está presente em todas as camadas da sociedade.

Fonte: Diário da Amazônia


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