Latrocínio: Acusados de matar militar do exército são condenados


Imagem meramente ilustrativa

Porto Velho, RO - Na última terça-feira, 12, o juiz da 1ª Vara Criminal da comarca de Guajará-Mirim, Leonardo Meira Couto, condenou os réus Genildo Peres Nunes, Rodrigo Figueira Nunes e André Elizeu Pereira de Barros pelo crime de roubo qualificado com o resultado morte. Genildo e Rodrigo também foram condenados pelo crime de ocultação de cadáver. A vítima, Carlos Cabixi Wajuru, era militar do Exército.

Genildo foi condenado à pena de 32 anos de reclusão, Rodrigo a 21 anos de reclusão e André a 29 anos e dois meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. O juiz negou o pedido dos réus de recorrer em liberdade.

Segundo consta nos autos, o réu André encomendou o roubo de uma motocicleta para Genildo, lhe propondo o pagamento de mil reais. Genildo aceitou a proposta e convidou Rodrigo para a execução do crime, escolhendo Carlos Cabixi como vítima. O crime ocorreu no dia 24 de novembro de 2021, no município de Guajará-Mirim.

O juiz analisou os depoimentos colhidos, as provas documentais e periciais do processo. Na decisão, o magistrado ressaltou que a participação de André foi comprovada, tendo planejado o crime, contratado Genildo e enviado a moto roubada para a Bolívia. Apesar de não ter atuado diretamente na execução do latrocínio, André arquitetou o crime prestando todo o auxílio necessário.

Quanto a Rodrigo, o magistrado destacou que o réu aceitou de forma voluntária participar do roubo, auxiliando de maneira efetiva na execução do crime, abordando a vítima e segurando-a para que Genildo atirasse. Além disso, Rodrigo descartou a arma e as peças das roupas utilizadas para limpar o local.

Na decisão, o juiz pontuou que a participação do réu Genildo também ficou comprovada, pois foi ele quem atraiu a vítima para seu apartamento. Também a surpreendeu com um golpe “mata-leão” e atirou em seu rosto. Posteriormente entregou a motocicleta para André, para que ele vendesse o veículo.

Quanto ao crime de ocultação de cadáver, o juiz ressaltou que não há dúvida do envolvimento de Genildo e Rodrigo, uma vez que ambos confessaram ter escondido o corpo da vítima na Estrada do Palheta.



Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional


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