Acusados de participação na morte do delegado Calixto têm prisões preventivas revogadas em RO


Dois acusados passam a ser monitorados por tornozeleira eletrônica. Decisão é válida por até 90 dias.

Porto Velho, RO - A Justiça de Rondônia revogou, na segunda-feira (25), as prisões preventivas de Meyson Vitoriano Auzier e Édipo Teixeira Pereira, acusados de envolvimento na morte do delegado de Polícia Civil, José Valney Calixto de Oliveira.

A decisão é da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Os suspeitos devem ser liberados das unidades prisionais onde estavam detidos e monitorados com tornozeleira eletrônica.

Segundo o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), o monitoramento eletrônico é válido por até 90 dias. Depois desse período o juiz deve reavaliar a situação. Enquanto isso os réus devem cumprir regras como:

Não frequentar bares, prostíbulos, casa de jogos e semelhantes;
Não se ausentar da comarca onde moram, por mais de 15 dias, sem autorização judicial;
Estar em casa, obrigatoriamente, das 20h até as 6h do dia seguinte e
Comparecer a todos os atos do processo.

A próxima audiência do caso está prevista para acontecer no dia 27 de maio deste ano, quando testemunhas devem se apresentar.

Relembre o caso

O delegado José Valney Calixto de Oliveira foi morto com quatro tiros na cabeça no dia 24 de julho de 2021, um sábado, enquanto estava em uma casa de eventos de Porto Velho.

Segundo as investigações, Édipo e Meyson são dois dos três suspeitos de matar o delegado a tiros, depois de uma discussão. A briga teria começado em uma confraternização, quando o dono de um posto de combustível teria jogado uma pedra de gelo no delegado, que se irritou. Depois disso, todos teriam deixado o local.

Momentos depois, em outro lugar, os outros acusados renderam a vítima, bateram nela e dispararam os tiros.

Em setembro de 2021 a Justiça havia negado habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Édipo. O g1 tenta localizar as defesas dos acusados.

Fonte: G1/RO


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