Txai Suruí relata em comissão os tiros de invasores contra índios e servidores da SEDAM em Rondônia


Protetores das unidades de conservação do Estado de Rondônia são recebidos à tiros nas fiscalizações de rotina

Porto Velho, RO - Os protetores das unidades de conservação do Estado de Rondônia são recebidos à tiros nas fiscalizações de rotina nas terras indígenas em território rondoniense, na região amazônica. Essa informação foi anunciada nesta manhã (9) no Senado Federal, pela mulher indígena Txai Suruí, na Comissão de Meio Ambiente, que debatia sobre o desmatamento no Brasil.

A ativista indígena de Rondônia exigiu o fim do Projeto de Lei nº191 que permite a extração de mineiros em área de preservação e conservação indígena. Sobretudo, Txai criticou o Poder Legislativo brasileiro na sua atual conjuntura, pois o congresso aprova leis para assegurar os crimes ambientais mais devastadores na floresta amazônica.

De acordo com Txai Suruí, mais de 1000 cadastros rurais em Rondônia estão dentro de terras indígenas. Segundo a defensora dos índios, mais de seis 6 mil cabeças de Gados tomam parte do terreno Uru-Eu-Wau-Wau e dezenas de garimpeiros invadiram o território indígena sete 7 de Setembro.

Para Txai Suruí, esse efeito manada de impactos ambientais na Amazônia, são políticas públicas de destruição em massa do bioma da região, tudo patrocinado pelo governo de Jair Bolsonaro. Sua complementação ao reprovar o governo, Txai perguntou até quando o poder executivo federal irá deixar o sangue de centenas de milhares de indígenas, negros e pobres do Brasil escorrer pelas mãos da administração que é contra o meio ambiente.

Aplaudida por senadores e artistas, Txai Suruí, ressaltou o seu descontentamento com o requerimento do PL 191, que está na pauta do congresso nacional. No entanto, Txai expôs que o seu combate para derrubar esse PL 191 será legítimo.

Fonte: Diário da Amazônia

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