O Diário da Amazônia, conversou com mulheres de Rondônia para saber se existe razões para comemorar a data.
Porto Velho, RO - Mais um dia comemoração do dia Internacional das mulheres, muitas conquistas foram alcançadas, como o direito do voto feminino a entrada delas no mercado de trabalho a luta pela equidade de direito.
Mesmo assim o número de casos de feminicídio e violência contra a mulher continuam acelerando. Somente nos primeiros meses de 2022, 14 mulheres foram mortas violentamente em Rondônia. No Brasil foi registado a média de 1 estupro a cada 10 minutos em 2021, de acordo com dados coletados por meio de um levantamento com policiais civis de todas as unidades da Federação.
Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Diário da Amazônia, conversou com mulheres de Rondônia para saber se existe razões para comemorar a data.
Confira algumas respostas da enquete

Márcia Lima / Foto: Roni Carvalho
Márcia Lima Fonseca tem 39 anos disse que não vê muitos motivos para comemorar a data. “Eu como mulher já passei por vários traumas, perseguições, já passei por violência doméstica, muitas situações difíceis onde eu sozinha tive buscar ajuda e o apoio de muitas pessoas não tive. Hoje eu vivo bem tranquila graças a Deus.

Maria do Carmo Xavier / Foto: Roni Carvalho
Já Maria do Carmo Xavier de 40 anos disse que neste dia da mulher consegue enxergar motivos para comemorar. “Sim, comemoro a minha saúde e da minha família nessa pandemia. Os nossos direitos trabalhistas estão sendo conquistados a cada dia, nosso espaço, nosso respeito. Ainda há muito o que conquistar mas estamos andando no caminho certo. Juntas somos sempre mais fortes”, destacou.

Ana Paula / Foto: Roni Carvalho
Ana Paula enfatiza que tem motivos para comemorar que mesmo na pandemia conseguiram batalhar e sobreviver, isso só mostra como a mulher te força no mercado de trabalho mas também em casa. ”Hoje a mulher é uma batalhadora, guerreira e tem todo o direito de estar dentro da sociedade. Esses são os motivos para comemorar por ser mulher”, disse.

Rosi Marinho / Foto: Roni Carvalho
Rose Marinho de 37 anos destaca que vê motivos para comemorar porque acompanha mulheres corajosas almejando um futuro melhor para as próximas gerações, mas também pontua a lentidão das mudanças na vida delas.
“A gente vê que as mudanças vem muito lentas. A mulher hoje em dia sofre preconceito simplesmente por ter nascido mulher. A gente acompanha elas sendo maltratadas, assediadas e menosprezadas por ser mulher. A remuneração delas ainda é muito menor que a do homem.
As poucos as leis que as amparam vem aparecendo, mas a gente precisa não só das leis, mas da conscientização do outro de que a mulher não é um sexo frágil, mas que ela precisa de uma cuidado especial. E isso parte muito da criação de pais que criam seus filhos com o intuito de que o homem é melhor que a mulher ele é um ser humano igual”, finalizou.
Fonte: Diário da Amazônia