Caso Laryssa: Pai detalha conversa com suspeito antes de achar filha morta


Segundo Carlos o suspeito estava sentado tomando vodka no sábado como se nada tivesse acontecido

Porto Velho, RO - “Ele estava sentado tomando vodka no sábado como se nada tivesse acontecido, como se ele não tivesse nem visto nada, ‘de boa’, tranquilinho”, disse o Pai de Laryssa, que procurou o suspeito após saber que ele foi a última pessoa a ter visto ela.

Quando o pai de Laryssa descobriu que Ronaldo poderia ter sido a última pessoa a ver Laryssa, Carlos decidiu ir conversar com ele e encontrou o suspeito sentado na calçada de uma tabacaria “tomando vodka no sábado a noite como se nada tivesse acontecido”.

“Ele falou ‘ah rapaz ela chegou mesmo ontem aqui comigo embriagada, trocando as pernas’, mas eu tinha olhado as câmeras e ela não estava trocando as pernas bêbada”, comenta.

“Eu perguntei se ele estava disposto a procurar ela e ele falou que faria qualquer coisa pra poder achar ela”. Na conversa, Carlos começou a desconfiar que Ronaldo estava escondendo algo porque seus relatos do que aconteceu pareciam confusos. Ele teria dito que levou Laryssa até certo ponto do caminho e de lá ela foi embora com dois rapazes.

“E pedi pra ele ir na polícia comigo falar onde foi que você deixou ela certinho, pra gente ter um ponto de referência e procurar em volta. Ele falou que ia, mas primeiro precisa entrar em contato com o advogado porque só ia com advogado”, relembra o pai.

Relembre o caso

A adolescente identificada como Laryssa Victória, de 17 anos, estava desaparecida há dois dias, em Ouro Preto do Oeste (RO). No último domingo (20), o corpo da jovem foi encontrado em uma cova, no quintal da casa de Ronaldo dos Santos Lira, assistente social na cidade. Ele foi preso em flagrante.

O delegado Niki Locatelli, atendeu a ocorrência, e contou que a adolescente estava desaparecida desde a última sexta-feira (18), após ter saído com amigas.

“O pai da jovem nos relatou que ela havia ido com algumas amigas até uma conveniência na noite da última sexta-feira, mas que ela não retornou para casa. Ele mesmo fez buscas por conta própria, durante o sábado (19), mas ao anoitecer procurou a polícia, pois não teve notícias”, disse Locatelli.

A Polícia Civil iniciou as buscas pela jovem e ouviu testemunhas que estavam na conveniência do posto de combustível. Além disso, a polícia teve acesso a imagens de câmera de monitoramento, onde mostram a jovem sendo puxada à força pelo suspeito.

Os investigadores foram à casa do suspeito, no último domingo. Ele não estava no local, mas como a casa não tinha muro, os agentes notaram que parte da terra do quintal estava mexida e do lado de fora havia um colchão queimado, diante das suspeitas o delegado decidiu iniciar uma escavação.

Segundo o delegado Niki Locatelli, o suspeito tentou “apagar” os vestígios do crime após enterrar o corpo da menina.

Após encontrarem o corpo, os policiais foram até a casa da mãe do suspeito e lá o encontraram. O assistente social recebeu voz de prisão em flagrante por crime de homicídio qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver.

Fonte: Diário da Amazônia


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