Aluna de faculdade particular relata falta de segurança e assédio dentro da instituição em Porto Velho


Outras estudantes relataram que foram perseguidas por um homem, que não é estudante, até a porta do banheiro do local.

Porto Velho, RO - Acadêmicas de uma faculdade particular denunciam a falta de segurança vivida dentro e no estacionamento da instituição. As jovens dizem que não se sentem seguras. Nas redes sociais elas fizeram publicações pedindo segurança.

Ao g1, uma acadêmica do curso de medicina relatou ter sido roubada enquanto passava pelo estacionamento. Juliana Moreira, a vítima, mora perto da faculdade, onde fica a maior parte do tempo, pois o curso é integral. Depois de ter sido roubada, ela conta que não consegue mais fazer o trajeto até a instituição a pé, pois tem medo.

"Eu moro perto da faculdade. É a forma que encontrei para economizar tempo e dinheiro. No dia que fui assaltada, me lembro que vinha a pé, quando vi um homem em uma moto. Ele estava parado dentro do estacionamento, achei que ele era estudante, não me preocupei. Um pouco mais a frente, ele veio e me mandou passar o celular. Desde então não consigo mais ir a pé para faculdade, todos os dias pago motorista de aplicativo para ir e vir."

Outras estudantes, conta Juliana, já foram vítimas de sequestro e perseguições. Segundo a aluna, tais crimes acontecem dentro da instituição, no estacionamento e nas proximidades.

"Teve a situação de uma menina que teve os instrumentos odontológicos e o carro roubados. Outra foi sequestrada. Eu fui assaltada. Quando a gente busca um apoio da instituição, eles não fazem nada. No estacionamento não tem segurança. Algumas alunas disseram que esse homem que estava lá dentro a noite, chegou a perseguir elas até a porta do banheiro. A gente teme acontecer algo pior".

Juliana registrou boletim de ocorrência e informou os crimes à instituição. Porém, segundo ela, a falta de posicionamento da faculdade sobre a questão da segurança a deixa temerária.

"A única coisa que recebi como resposta da faculdade foi de que eles me cederiam as imagens de câmeras de segurança para que se eu quisesse tentar identificar o criminoso eu o fizesse. Eu solicitei, mas até agora não recebi nada".

Outra acadêmica do curso de medicina, Thawanna Martins, relatou que a segurança na faculdade deve ser reforçada e assim, limitar a entrada de pessoas que não sejam estudantes ou estejam vinculados a instituição.

"Queremos meios para nos sentirmos seguros dentro da instituição seja, com catracas, carteirinhas de identificação, enfim. Isso é inadmissível".

O g1 entrou em contato com a assessoria da faculdade particular na última quinta-feira (24) por mensagem e via email, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1/RO


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1 Comentários

  1. MUITO ESTRANHO, E IRONICO, APOS TODOS ESSES RELATOS E OS NOMES DAS VITIMAS SEREM DIVULGADOS, PORQUE NÃO DIVULGARAM TAMBEM O NOME DESSA INSTITUIÇÃO, AS PESSOAS TEM DIREITO A INFORMAÇÃO E TEMOS DIREITO A SABER O NOME DESSA FACULDADE, POIS NOSSOS FILHOS PODEM ESTAR SOFRENDO, ESTE TIPO DE AMEAÇAS E OS PAIS , NÃO SABEM... POR QUAL MOTIVO , NÃO DIVULGARAM O NOME DA INSTITUIÇÃO.
    PENSO ASSIM, SE NÃO QUEREM DAR O NOME DA FACULDADE, PORQUE FAZEM ESTE TIPO DE MATERIA.

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