EUA dizem que Rússia tem lista de ucranianos para matar ou deter após invasão


Documento enviado a alta comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, aponta que alvos prováveis ​​seriam pessoas que se opõem às ações russas, incluindo dissidentes da Rússia e de Belarus

Porto Velho, RO - O governo dos Estados Unidos enviou uma carta a chefia de direitos humanos da ONU em Genebra dizendo ter "informações confiáveis" de que as forças russas compilaram uma lista de cidadãos ucranianos a serem mortos ou enviados para campos de detenção após uma invasão e ocupação russa do país, segundo cópia da carta obtida domingo pelo The New York Times.

A carta, que foi endereçada a Michelle Bachelet, alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, também disse que as forças russas planejam realizar violações generalizadas dos direitos humanos, que no passado incluíram tortura e sequestro de civis.

Os alvos prováveis ​​seriam pessoas que se opõem às ações russas, incluindo dissidentes da Rússia e de Belarus que vivem na Ucrânia, jornalistas, ativistas anticorrupção e membros de minorias étnicas e religiosas e grupos da comunidade LGBT.

“Também temos informações confiáveis ​​de que as forças russas provavelmente usarão medidas letais para dispersar protestos pacíficos ou contrariar exercícios pacíficos de resistência percebida por populações civis”, disse a carta, assinada por Bathsheba Nell Crocker, embaixadora dos EUA no escritório de Genebra das Nações Unidas.

Três funcionários dos EUA confirmaram a autenticidade da carta e seu conteúdo.

A Foreign Policy noticiou pela primeira vez na sexta-feira, 18, que as agências dos EUA tinham inteligência sobre uma “lista da morte” russa, e o The Washington Post informou pela primeira vez sobre a carta no domingo.

A carta observou que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, levantou as preocupações de direitos humanos ao Conselho de Segurança das Nações Unidas quando se dirigiu ao órgão na quinta-feira, 17. “Em particular, ele afirmou que os Estados Unidos têm informações que indicam que a Rússia terá como alvo grupos específicos de ucranianos”, dizia a carta.



O que começou como uma troca de acusações, em novembro do ano passado, evoluiu para uma crise internacional com mobilização de tropas e de esforços diplomáticos

Naquela sessão, Blinken disse às autoridades russas que eles poderiam provar suas intenções pacíficas ao mundo não invadindo a Ucrânia e abordando suas queixas por meio da diplomacia. Blinken planeja se encontrar com Serguei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, na Europa, na quinta-feira, a menos que a Rússia invada a Ucrânia primeiro.

O presidente Joe Biden e Blinken disseram que a inteligência dos EUA indica que o presidente russo Vladimir Putin já decidiu invadir. Nas últimas semanas, Putin reuniu cerca de 190 mil soldados ao redor da Ucrânia. Insurgentes apoiados pela Rússia no leste aumentaram seus bombardeios de artilharia contra as forças militares ucranianas nos últimos dias.

Putin invadiu partes da Ucrânia em 2014 e anexou a península da Crimeia do país. Biden prometeu impor duras sanções econômicas à Rússia se Putin realizar outra invasão.

Fonte: Estadão


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