Criança é anestesiada, mas cirurgia para retirada de tumor é cancelada por falta de exame em RO, diz família


Mãe relata dificuldades para conseguir cirurgia para retirada de tumor na filha de 8 anos. Família é de União Bandeirantes.

Porto Velho, RO - Uma mulher de 26 anos, moradora de União Bandeirantes, distrito de Porto Velho, decidiu denunciar que está há 18 dias aguardando uma cirurgia para a filha, de 8 anos no Hospital Cosme e Damião. A criança está com um tumor no pé e, de acordo com a mãe, a menina chegou a ser encaminhada ao centro cirúrgico e anestesiada, mas o procedimento não foi feito.

"Ela não está andando, só na cadeira de rodas. Quando chegou aqui [hospital] ela comia, agora não tá comendo mais, só o mínimo. Ontem ela não comeu nada, vomitou e está dando febre", comentou.

A criança deu entrada no hospital dia 31 de janeiro com uma espécie de caroço no pé e um exame de ultrassom teria indicado que se tratava de um abscesso e uma cirurgia foi marcada para retirada.

Porém, um dia antes da operação o cirurgião descartou a possibilidade de abscesso, considerando as características do "caroço", que se assemelha mais a um tumor. Ele teria pedido para desmarcar a cirurgia porque não faria o procedimento sem uma ressonância.

Já no dia seguinte, a mãe conta que recebeu a visita de um ortopedista no quarto que analisou a paciente e remarcou a cirurgia. A mulher contou que no dia 4 de fevereiro a filha foi encaminhada ao centro cirúrgico do Hospital de Base de Porto Velho e anestesiada, mas o cirurgião declarou novamente que não faria a cirurgia sem o resultado da ressonância.

Depois do episódio, o exame foi solicitado pelo hospital e realizado em um centro de diagnóstico particular, conveniado ao Governo de Rondônia, segundo a mãe. No entanto, o resultado do exame, que deveria ter sido entregue no dia 14 de fevereiro, ainda não havia sido apresentado pelo centro até a tarde da quinta-feira (17).

“O hospital não sabe me responder nada. Eu pergunto o que aconteceu com a ressonância que foi feita e ninguém sabe falar nada”, relatou.

A mulher relata ainda que enfrenta muita dificuldade de informação sobre os processos do tratamento da filha e tem medo que o caso possa se agravar devido a demora do atendimento para a cirurgia, já que a menina não pode ser operada sem o resultado da ressonância.

"Eles falaram que ia ter que fazer outro exame, mas liga lá para clínica e eles não tem nem data prevista para fazer. Por que tá acontecendo isso com hospital? Por que eles não me dão uma resposta?", questiona.

O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em busca de um posicionamento sobre a denúncia apresentada, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Fonte: G1/RO


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