Publicidade

Marcos Rogério não vai para o TCU. Presidente deve escolher outro nome indicado pelo centrão em acordo costurado.


Notícias espalhadas por sites e portais de notícias colocaram o senador Marcos Rogério (Rondônia) como futuro ministro do Tribunal de Contas da União a partir de 2022.

Porto Velho -
As informações propagadas por sites e portais de notícias dão certo que o senador Marcos Rogério assumirá uma cadeira de ministro do TCU, cargo vitalício por indicação de Bolsonaro. Não é bem assim.

Assessores do Presidente consultados esclareceram que a lista dos nomes para ocupar a vaga no TCU é grande e, faz parte de um acordo político traçado entre as lideranças do PP e PL há meses. Marcos Rogério quer o controle do PL em RO e disputa com outros nomes como Bagatolli e aliado de Cassol.

O Presidente Jair Bolsonaro poderá indicar um ministro do TCU, visto que Raimundo Carreiro, atual ministro do TCU, assumirá a vaga de Embaixador do Brasil em Lisboa indicado por Bolsonaro, deixando assim livre uma cadeira na Corte de Contas para o Presidente escolher, indicar e assim o Senado ds República sabatinar conforme determina a CF/88 nas atribuições do Presidente da República.

Bolsonaro já tem a conta do apoio dos partidos de Centrão ao Presidente nas principais votações de interesse do Governo no Congresso Nacional. Tanto o PP do presidente da Câmara Arthur Lira quanto o PL de Waldemar da Costa Neto onde Bolsonaro se filiou para ser o candidato à Presidência da República em 2022, almejam a cadeira de ministro do TCU e tem os seus indicados.

A lista é grande e conta com vários nomes de peso o que inviabiliza as pretensões do senador rondoniense Marcos Rogério para o cargo, mesmo ele tendo defendido com tanta veemência o Presidente Jair Bolsonaro na CPI da Covid-19.



Marcos Rogério deverá nos próximos dias se filiar ao partido que o Presidente Jair Bolsonaro se filiou (PL) e tenta assumir a presidência do partido em Rondônia.

O PL em Rondônia atualmente está sob o controle dos Cassol através do ex-deputado Luis Cláudio, porém, o PL nacional deverá decidir se mantém Luís Cláudio ou entrega o partido de porteira fechada para o senador Marcos Rogério.

O candidato ao Senado em 2018, Jaime Bagatolli também deseja o controle do partido, conforme informações de bastidores do presidente do Partido Liberal (22) Waldemar da Costa Neto. A vaga aberta no TCU é privativa do Senado, porém é ao Presidente da República que cabe a nomeação.

O PL já é o principal destino de bolsonaristas em todo o Brasil e não será diferente em Rondônia. Quanto aos deputados, senadores e vereadores, estes aguardam a janela partidária se abrir para migrarem ao PL que a cada dia fica mais com a cara do bolsonarismo.

Até tradutor de Libras que acompanhou Bolsonaro desde a campanha de 2018 deverá fazer parte das eleições de 2022 com o PL.



O anúncio do presidente do PL em Rondônia deverá ser anunciado nos próximos dias pela diretoria executiva do partido em Brasília. Nas conversas de bastidores, o PL nacional tenta uma aliança entre o grupo cassolista que tem Luís Cláudio e o grupo de Marcos Rogério com Bagatolli.

Uma equação difícil para ser resolvida. A pretensão do senador Marcos Rogério é um partido, preferencialmente o PL para ser candidato ao Governo de Rondônia segundo fontes de Brasília. Só falta a costura que pode levar alguns meses,


Fonte: Jornalista Victória Bacon

Postar um comentário

0 Comentários