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Brasil entra em recessão e Bolsonaro volta a fazer apelo: "não aguentamos um novo lockdown" .


Porto Velho, RO - 
Vários políticos de oposição foram às redes sociais para criticar o governo Bolsonaro pelo desemprenho econômico de recessão que o país começa a enfrentar e divulgada hoje, 02/12 pelo IBGE. O Brasil teve negativos (-0,4) no PIB (riquezas do Brasil).

Lula e Moro se pronunciaram dizendo que a culpa é exclusivamente do Presidente e de seu ministro Paulo Guedes. Bolsonaro por sua vez disse que a culpa da situação causada pela estagnação da economia não é dele que foi contra o lockdown em 2020.

A notícia que o Governo do Presidente Jair Bolsonaro não gostaria de ouvir chegou dos técnicos do Ministério da Economia e do IBGE: O Brasil está em recessão técnica. O Presidente esperava um resultado positivo devido à retomada da vida normal com o declínio da pandemia, porém com a nova variante que pegou o mundo de surpresa que teve origem na África do Sul, o percentual da atividade econômica brasileira caiu 0,4 (negativos).

Quando ocorrem dois trimestres seguidos de queda já é considerado uma recessão técnica. Podemos dizer que as projeções dos economistas não são de melhora, mas sim de continuação do ambiente de estagnação.


"Tudo pode acontecer. Uma nova variante, um novo vírus. Temos que nos preparar. O Brasil, o mundo, não aguenta um novo lockdown. Vai condenar todo mundo à miséria e a miséria leva à morte também. Não adianta se apavorar. Encarar a realidade. O lockdown não foi uma medida apropriada”, palavras do Presidente Jair Bolsonaro.

Ele culpou governadores e prefeitos que fecharam o comércio para evitar o contágio do novo coronavírus, mas ironizou: "podem me culpar, não tem problema não".

"Teremos mais problemas pela frente. As consequências do fica em casa a economia a gente vê depois, vai vir mais coisa ruim por aí. Podem me culpar à vontade, não tem problema não. Prefeito fecha, governador fecha e eu sou o responsável", disse a apoiadores na porta do Palácio do Alvorada.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), reduziu de 5,2% para 5% para 2021, e de 2,3% para 1,4% para 2022 o PIB do Brasil. Ou seja, bem abaixo da média mundial, com risco de forte desaceleração no ano que vem.

A economia brasileira também deverá crescer menos em 2022 do que a de vários países da América Latina, como a Argentina (2,5%), Chile (2%), Colômbia (5,5%), Costa Rica (3,9%) e México (3,3%) o que deixou mais preocupado o Presidente Bolsonaro.

Segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, a média das estimativas apontam para uma alta de 4,8% do PIB em 2021 e de apenas 0,58% em 2022. A recessão é um período de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica, com queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.

A gente não reconhece o termo recessão técnica. O comitê se reúne quando existe algum fato novo, e isso ainda não ocorreu. O desemprego continua alto, com uma inflação que vai para dois dígitos. Se o Codace se reunir é para dizer que a recessão piorou", alfineta Claudio Considera, pesquisador associado da FGV IBRE ao jornal GLOBO.



Jornalista Victoria Bacon

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