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Bolsonaro diz ter ‘paraquedas reserva’ para viabilizar Auxílio Brasil


Governo admite risco de PEC dos Precatórios, que equaliza teto de gastos e programas sociais, não ser aprovada no Congresso

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, neste sábado (30), em Roma, na Itália, que tem um “paraquedas reserva” para viabilizar o Auxílio Brasil, programa que substitui o Bolsa Família e pagará, no mínimo, R$ 400 a cerca de 17 milhões de famílias no país.

Após participar da reunião do G20, o grupo dos países mais ricos do mundo, Bolsonaro admitiu preocupação com o risco de o Congresso não aprovar a PEC dos Precatórios, que equilibra o respeito ao teto de gastos públicos com o espaço fiscal necessário para garantir os programas sociais. Se a aprovação não ocorrer, o governo ficará com recursos escassos para os ministérios em 2022 e terá o novo programa social sob risco de não sair do papel.

“É lógico que [a não aprovação da PEC] preocupa. O presidente do Senado [Rodrigo Pacheco] estará em Glasgow na próxima semana, e nós nos preocupamos porque o ano está acabando. Agora, passa de aproximadamente R$ 30 a R$ 35 bilhões para R$ 80 bilhões. Logicamente, consome todos os recursos nossos. Se for paga essa dívida, os ministérios praticamente ficarão sem recursos para 2022”, explicou.

Em seguida, porém, Bolsonaro disse ter alternativa em caso de derrota no Parlamento. “Eu sou paraquedista, tá? Sempre tem um paraquedas reserva comigo, mas sempre com muita responsabilidade”, disse.

"Economia voltando"

Bolsonaro também repetiu o que disse mais cedo ao premiê da Turquia, Recep Erdogan – que a economia brasileira “está indo muito bem” –, e voltou a afirmar que, como disse “lá atrás”, existem “dois problemas: o vírus e o desemprego”. Ele relembrou programas de estímulo à manutenção do emprego, como o Pronampe e o Bem, e o auxílio emergencial, “que mudou a economia também, atendendo 68 milhões de pessoas”.


“O Brasil fez o dever de casa e não mediu esforços para atender os mais necessitados. Precisamos agora, sim, investir na retomada da economia”, destacou.

Em seguida, fez um alerta ao mercado financeiro: “O mercado tem que entender que, se o Brasil for mal, eles vão se dar mal também. Parece até que somos um time jogando contra. Somos do mesmo time. O mercado, toda vez, nervosinho, atrapalha e muito o Brasil”.

O presidente também disse que viu, na imprensa, a imagem de brasileiros revirando restos de ossos para buscar restos de alimento. “Há pouco a grande mídia publicou um caminhão de ossos e o povo pegando lá restos de comida. A gente lamenta. Agora, quando dobro o valor do tíquete médio do Bolsa Família, quando passo de R$ 198 para R$ 400, a mesma mídia me critica por querer furar o teto”, disse.

Em seguida, garantiu que não haverá furo no teto em 2021: “Deixando bem claro, no ano passado, foram R$ 700 bilhões além do teto. Neste ano, com a questão dos precatórios, nós não furaremos o teto. Muita responsabilidade da equipe econômica”.

Futuro da pandemia

Após o encontro com os líderes do G20, Bolsonaro disse que faria um resumo das falas e o publicaria nas redes sociais. Adiantou, porém, que a China e a Índia planejam produzir grande quantidade de imunizantes contra a Covid-19 em 2022.

“A Índia disse que vai produzir 5 bilhões de vacinas no ano que vem, e a China, mais 2 bilhões no corrente ano. Outros chefes de Estado disseram – me pajeando, mas tudo bem – que teríamos que conviver com o vírus por muito tempo. Outros disseram que a vacina tem que ser um bem universal, não pode ter qualquer lucro em cima dela. Então, cada chefe de Estado disse uma coisa. Não vou fazer juízo de valor porque dá uma distorção enorme e críticas para cima da gente”, finalizou


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