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Vaca louca: rebanho brasileiro não corre risco, avalia OIE

OMSA não vê riscos em função dos casos atípicos


Porto Velho, Rondônia - A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) afirmou ontem que os dois casos atípicos da doença da “vaca louca” registrados no Brasil não representam riscos para a produção bovina do país. “Os informes foram apresentados pelo Serviço Veterinário Oficial do Brasil. Os casos ocorreram de forma independente e isolada e foram confirmados pelo laboratório de referência internacional da OIE, no Canadá, na última sexta-feira (3)”, informou o Ministério da Agricultura, em nota.

“O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reforça que o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, complementou o órgão.

Os dois casos foram confirmados no último sábado em frigoríficos de Nova Canaã do Norte (MT) e de Belo Horizonte (MG). De acordo com a pasta, as irregularidades foram constatadas em inspeção realizada na quinta-feira em vacas de descarte de idade avançada e que estavam em decúbito nos currais. Por conta disso, o governo decidiu suspender as exportações para a China, em respeito ao acordo sanitário firmado entre os dois países. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e foi a principal compradora de carne brasileira em 2020.

A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é uma enfermidade degenerativa que atinge o sistema nervoso do gado, mais conhecida como doença da vaca louca, devido aos sintomas que incluem agressividade e falta de coordenação. Na década de 1990, um surto da doença no Reino Unido provocou a morte de dezenas de pessoas que ingeriram carne contaminada e mais de quatro milhões de cabeças de gado tiveram que ser abatidas, resultando prejuízos bilionários aos produtores britânicos.

A variante da doença encontrada no Brasil, porém, é atípica, menos perigosa do que a que causou o surto na Europa, segundo o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Na variante clássica, os animais se infectam após ingestão de ração contaminada. Na atípica, a doença aparece espontaneamente em bovinos isolados, como no caso de Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte (MT).

Para representantes da empresa Ativa Investimentos, o caso não terá grandes impactos nas exportações. “Como a probabilidade maior é de caso atípico aqui no Brasil, avaliamos que as exportações serão retomadas em breve. O protocolo com os chineses é de interrupção do fluxo mediante ao primeiro teste positivo, mas o restabelecimento se dá após a contraprova atípica por agente internacional”, comentou a empresa.

Fonte – Correio Braziliense

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