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Pesquisa elege os países que mais estimulam inovação digital; Brasil aparece em destaque

Porto Velho, Rondônia - O Centro Europeu para Competitividade Digital, da Escola de Negócios da Europa (Europe Business School, em inglês), divulgou mais uma edição da pesquisa Digital Riser Report, que analisa o avanço de um grupo de 140 países a respeito da concorrência no setor tecnológico.

O estudo compara as nações entre seus pares nos últimos três anos; a Europa, por exemplo, é analisada em relação à América do Norte ou entre membros do G20 (os países que detêm os 20 maiores PIBs do globo). 

Assim, os dois fatores considerados na análise foram como os países progrediram em relação aos seus pares e quais foram as melhores práticas dos líderes em sua região ou seu grupo econômico. O estudo também realçou iniciativas e desenvolvimentos implementados pelos governos, baseando-se no que se provou bem-sucedido em sua região e no resto do mundo.

De acordo com o estudo, o Canadá teve o melhor desempenho entre os países do G7 (grupo das sete economias mais desenvolvidas do mundo) no período entre 2018 e 2020, enquanto a Itália subiu da última posição na pesquisa anterior para a segunda posição na atual. Japão e Alemanha, por sua vez, caíram para as piores classificações dentro do G7.

No G20, as duas principais economias do mundo obtiveram performances divergentes. Enquanto a China ganhou amplos espaços em concorrência digital, os EUA perderam no mesmo intervalo de tempo. 

Neste grupo, a pesquisa constatou que os três melhores países no ranking foram, respectivamente, China, Arábia Saudita e Brasil. Já Alemanha, Japão e Índia ficaram nas últimas posições.

Para comparar o desempenho entre os países pelos critérios de análise, baseado no Relatório de Competitividade Global (Global Competitiveness Report) do Fórum Econômico Mundial, o estudo confronta o ecossistema do país e sua mentalidade em relação à concorrência digital. 

Os dados oferecidos pelo Banco Mundial e pela União Internacional de Telecomunicações também são levados em consideração no estudo.

Apesar de utilizar dados do Global Competitiveness Report, o Digital Riser Report possui duas diferenças metodológicas primordiais em relação a ele. 

Primeiro, enquanto o Global Competitiveness Report avalia a competitividade geral entre os países, o Digital Riser Report compara a concorrência digital apenas como as indicadas por seu ecossistema e mentalidade. 

A segunda diferença está no tempo de análise de cada estudo, pois o Global Competitiveness Report baseia-se em um intervalo de 12 meses, e o Digital Riser Report avalia as mudanças nos últimos três anos.

Como exemplo, a pesquisa mostra o plano da China para implementar um impulso ao empreendedorismo e à inovação. Com a iniciativa de China 2025, o país asiático providenciou suporte a dez setores chave com o objetivo de se tornar um líder global.

Já o Vietnã planeja tornar a área digital responsável por 30% de seu PIB até 2030, enquanto a Hungria pretende se tornar um dos 10 países líderes em tecnologia digital da Europa até o fim desta década.

A Itália iniciou o programa “República Digital” (“Repubblica Digitale”, em italiano), que visa superar a divisão digital, promovendo a inclusão digital e fortalecendo o desenvolvimento de habilidades digitais entre seus cidadãos.

O Brasil, de acordo com o estudo, iniciou esforços públicos e público-privados para estimular o empreendedorismo, como os programas InovAtiva Brasil, StartOut Brasil e Comitê Nacional de Iniciativas de Apoio a Start-Up.

No Egito, o governo apoiou o desenvolvimento de seis parques tecnológicos para alimentar a inovação e o empreendedorismo. O governo do Canadá, por sua vez, investiu mais de US$ 1,2 bilhão nos “Superclusters de Inovação” para acelerar os negócios inovadores.

Fonte: Época Negócios

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