Ad Code

Sob gestão da prefeitura, telefone e internet do Centro de Diálise de Cacoal foram cortados

ÚNICA PESSOA LIGADA AO MUNICÍPIO QUE ENTENDE ALGUMA COISA DE HEMODIÁLISE É UMA EX FUNCIONÁRIA DA CLÍNICA

Rondônia. Um paciente de diálise idoso, cujas iniciais são J.T., passou mal na manhã de hoje no Centro de Diálise de Cacoal, cuja administração está sob a responsabilidade da prefeitura de Cacoal, e necessitou de solicitação da intervenção dos bombeiros para deslocamento para atendimento de urgência em um dos hospitais estaduais em Cacoal.

Quando os funcionários foram tentar ligar para o serviço de remoção, descobriram que o telefone da clínica estava cortado por falta de pagamento, assim como a internet, que é extremamente necessária para consulta  online dos prontuários dos pacientes.

Passando por problemas financeiros e orçamentários, a prefeitura não se planejou para a gestão do serviço, e tenta uma fórmula inusitada para gestão do complexo, que é confiscar os valores que repassaria a clínica, no custeio da atividade, o que se mostrou ineficiente durante a execução do serviço pela TRS Hemodiálise, que sabidamente enfrentava dificuldades na realização do contrato, exatamente pela defasagem dos valores pagos pela produção.

A prefeitura municipal de Cacoal que assumiu a operação da clínica de hemodiálise no dia 10 de fevereiro, suspendendo o contrato da empresa TRS Diálise de Cacoal que era a responsável pelo serviço até então, está tendo dificuldades, tanto financeiras quanto de qualificação de servidores,  para dar continuidade ao serviço de caráter essencial a população.

A Secretaria de Saúde, embora ostente a execução dos serviços em nome próprio, não possui um único servidor que tenha conhecimento de hemodiálise, e só consegue manter o serviço graças a permanência das médicas que já eram funcionárias da clínica, todavia, na área administrativa, que é a responsável pela gestão da logística econômica da atividade, o poder público nomeou uma ex funcionária da empresa, enfermeira, de nome "Rosana" dispensada no ano passado, e desafeta do proprietário da empresa, que não tem qualquer experiência em gestão, para cuidar da reposição de insumos e gerenciamento das contas.

Embora o decreto de requisição administrativa que permitiu ao município assumir o serviço só preveja a utilização do maquinário e equipamento, a prefeitura, através de Rosana, tem emitido notas fiscais, feito compras e até tentado abrir contas bancárias em nome da empresa, tipo de intervenção não autorizada por lei.

Muitos fornecedores estão se recusando a vender para a prefeitura usando o CNPJ de terceiros e a atividade de hemodiálise no município, ao que tudo indica, está em vias de colapsar nas mãos da prefeitura.

A prefeitura já procedeu a emissão de notas fiscais em nome da TRS, através da interventora Rosana, por duas vezes, em ambos os casos as notas foram canceladas pela empresa.

Fonte: Estado de Rondônia

Reactions